Companhia dos Aposentados

Tribuna dos Aposentados, Pensionistas e Trabalhadores do Brasil

COLUNA DO APOSENTADO CXCIX

COLUNA  DO  APOSENTADO  CXCIX
                                                                                                             laurobotelho.mg@gmail.com

DIÁLOGO ENTRE APOSENTADOS

a - O ex-presidente Lula disse: “O Rio não merece que governadores eleitos estejam presos porque roubaram”. Ele acha que governador roubar não merece cadeia. O que você acha disso?

O Lula está delirando. Não sabe o que fala. Só um bandido protege outro bandido. Ele deveria estar preocupado com os seus sete processos na Justiça acusado por corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, sendo que um deles já foi condenado em Primeira Instância e dia 24/01/2018 será julgado em Segunda Instância e pode pegar cadeia. Ficar falando bobagem, defendendo ladrões e assassinos é desrespeitar o povo brasileiro. Na internet e imprensa falada e escrita, esses ladrões do dinheiro público estão sendo chamados de assassinos porque o dinheiro que eles roubaram poderia salvar muitas vidas que se perderam.

b - E o Indulto de Natal do Temer?

É Indulto ou Insulto de Natal. São 37 bandidos presos pela Operação Lava Jato que seriam libertados com o INSULTO DE NATAL do Temer. Parece que é  bandido querendo soltar bandido. Ainda bem que a Procuradora Geral da República – PGR, Raquel Dodge,   considerou este INSULTO uma aberração, um absurdo, motivo pelo qual  solicitou ao Supremo Tribunal Federal – STF, Ministra Carmem Lúcia,  que o cancelasse mostrando respeito ao povo brasileiro. Foi o que ela fez. Em fevereiro toda a turma do STF deverá se pronunciar sobre este assunto. 
   
ALIMENTOS  SEGURAM  A  INFLAÇÃO  EM  2017

Os alimentos resolveram o problema da inflação em 2.017. A redução em seus preços foi significativa e bem recebida pelo povo brasileiro.

Em compensação, tudo aquilo controlado pelo governo e que exige sua autorização para a elevação de preços o aumento foi assustador. A começar pela gasolina, diesel e gás de cozinha, acompanhados pelo álcool, que foram os grandes vilões. Foram autorizados preços verdadeiramente punitivos para esses produtos, que acredito cuja finalidade foi para tentar salvar a Petrobras que sofreu uma roubalheira nos governos petistas deixando-a quebrada. Países que não são auto-suficientes em petróleo, têm valores muito inferiores de preço.

PETROBRAS VAI PAGAR QUASE R$ 10 BILHÕES A ACIONISTAS AMERICANOS

Durante os governos Lula e Dilma a Petrobras foi quebrada através de roubalheiras sem limites por Organizações Criminosas formadas por políticos, diretores da empresa e empreiteiras.

Em função disso, investidores dos EUA moveram ação na Justiça contra a Petrobras reivindicando uma perda de R$ 90 bilhões devido a roubalheira ocorrida com a participação de membros do Governo e diretores da empresa nos mandatos dos presidentes Lula e Dilma.

Através de acordo, a Petrobras propôs pagar quase R$ 10 bilhões aos acionistas americanos para retirarem o processo. Abriu-se um precedente para acionistas de outros países, inclusive do Brasil. Não foi a melhor opção.

Quem tem que responder pelo roubo na Petrobras: o presidente do Brasil, o Conselho de Administração da Petrobras e a Diretoria da Petrobras.

EM FEVEREIRO O STF VAI HOMOLOGAR ACORDO DAS PERDAS DA POUPANÇA

O acordo firmado entre representantes dos poupadores da poupança e dos bancos para pagamento das perdas nos planos Verão, Bresser, Collor 1 e Collor 2 deverá ser homologado pelo STF – Supremo Tribunal Federal em fevereiro 2018 e após definido como será efetuado o pagamento. Terá direito somente quem tem processo na Justiça.  
Que Deus continue nos abençoando.

                                                                                                                           05/01/2018  

O APOSENTADO É O BOBO DA CORTE


O APOSENTADO É O BOBO DA CÔRTE

Jester outside bookshop, Friedrichstrasse, Mitte. : Foto de stock

O aposentado após cumprir sua missão no mercado de trabalho, aposenta-se. Quando  esperava colher somente gratidão, admiração e respeito dos Poderes Públicos, recebe o constrangimento, a humilhação, o desprestígio e má vontade política. É esquecido, descartado e jogado na lixeira! 

Os aposentados são acusados de serem os únicos responsáveis pelas crises financeiras e políticas criadas no país devido ao deficit da Previdência.  Reverte-se a culpa pela má administração dos incompetentes e relapsos, para os pobres aposentados que não têm como se defender. Não têm nenhuma representatividade, não têm aliados, não podem fazer greve, não dão ibope, não dão prestígio político e não representam nenhuma ameaça para os candidatos que disputam as urnas eleitorais...

Almir Papalardo

SALÁRIO MÍNIMO, TARIFA BRANCA, NOVA IDADE PARA SACAR PIS/PASEP: VEJA O QUE MUDA EM 2018 E PODE AFETAR SEU BOLSO

O GLOBO DE 02/01/2018

ECONOMIA

Salário mínimo, tarifa branca, nova idade para sacar PIS/Pasep: veja o que muda em 2018 e pode afetar seu bolso

Novas leis alteram valores de benefícios e contribuições, além de mudar regras para microempreendedores e empresas. Veja lista do G1.

Por G1
 
Com a virada do ano, novos valores do salário mínimo e de benefícios sociais entram em vigor. Passam a valer também novas regras para enquadramento no Simples Nacional – sistema que permite o recolhimento simplificado de tributos - e na modalidade de microempreendedor individual (MEI).
Outra novidade é a chamada tarifa branca, que permitirá que consumidores paguem menos se concentrarem o consumo fora do pico.
Outras mudanças já foram anunciadas e serão implementadas nos próximos dias, como a nova idade mínima para o saque de cotas do PIS/Pasep, que foi reduzida para 60 anos.
Veja as principais mudanças que entram em vigor a partir de janeiro de 2018:

Salário mínimo

O salário mínimo foi reajustado de R$ 937 para R$ 954. O valor vale a partir do dia 1º nas unidades da federação que seguem o decreto nacional. O valor diário do salário mínimo corresponderá a R$ 31,80, e o valor horário, a R$ 4,34.
Cerca de 45 milhões de pessoas no Brasil recebem salário mínimo, entre aposentados e pensionistas, cujos benefícios são, ao menos em parte, pagos pelo governo federal.

Abono salarial

O benefício equivale a um salário mínimo vigente, ou seja, sobe para R$ 954 em 2018. O abono é pago anualmente aos trabalhadores que recebem remuneração mensal de até dois salários mínimos. O trabalhador precisa exercer atividade remunerada por, no mínimo, 30 dias consecutivos no ano e estar cadastrado no PIS (empregado da iniciativa privada) ou Pasep (servidor público) por pelo menos 5 anos.

Redução da idade para saques do PIS/Pasep

A partir do dia 6 de janeiro, a idade mínima para o saque de cotas do PIS/Pasep passa a ser de 60 anos. Esta é a segunda vez que o governo reduz a idade para os saques. Em agosto, uma MP fixou a idade mínima em 65 anos para homens e 62 anos para mulheres. Segundo o governo, a mudança poderá beneficiar 10,9 milhões de pessoas e injetar R$ 21,4 bilhões na economia.

Teto maior para Simples e MEI

Neste ano, as empresas que faturarem até R$ 4,8 milhões ao longo de 2018 poderão se enquadrar nas regras do Simples Nacional – sistema que permite o recolhimento simplificado de tributos. No ano passado, o teto anual de faturamento era de até R$ 3,6 milhões.
Também subiu o teto de faturamento para as microempresas, de R$ 360 mil por ano para R$ 900 mil.
Já o teto de faturamento para se enquadrar na modalidade de microempreendedor individual (MEI) passará de até R$ 60 mil para até R$ 81 mil. A partir deste ano, 12 novas ocupações também foram liberadas para serem incluídas na categoria MEI, que tem tributação menor.
Pelas regras do programa, o MEI não pode ter participação em outra empresa e só pode ter no máximo um empregado. Saiba mais aqui

Tarifa de luz mais barata fora do pico

A tarifa branca entrou em vigor no dia 1 e é opcional. A novidade permitirá que consumidores paguem menos se concentrarem o consumo fora do período entre 18h e 21h. Os consumidores devem solicitar às distribuidoras a adesão ao novo sistema. Após o pedido, as concessionárias terão 30 dias para trocar o medidor. Saiba mais aqui

Regras para sacar a partir de R$ 50 mil

A nova regra começou a valer no dia 27 de dezembro. A partir de agora, quem precisar sacar na boca do caixa R$ 50 mil em espécie ou qualquer valor acima terá de avisar o banco com 3 dias úteis antes, segundo nova resolução do Banco Central. Antes, a comunicação deveria ser feita com apenas 1 dia útil de antecedência.
Os correntistas também terão de informar mais dados aos bancos, como o motivo da transação. Saiba mais aqui.

eSocial obrigatório para empresas

A partir do dia 8 de janeiro todas as empresas com faturamento anual superior a R$ 78 milhões serão obrigadas a usar o eSocial para registrar informações de empregados e de eventos como férias e horas extras. As demais empresas serão obrigadas a aderir ao sistema a partir do dia 16 de julho de 2018. Saiba mais aqui.
Atualmente, somente patrões de empregados domésticos estão obrigados a usar o eSocial para o registro dessas ações.
O governo estima que a implantação do eSocial pode aumentar a arrecadação em R$ 20 bilhões por ano só por eliminação de erros, que levam as empresas a pagarem menos do que o devido.

Taxa de Longo Prazo

Dentro de cinco anos ela gradualmente irá se igualar à taxa de juros de mercado. Isso significa que a nova taxa do BNDES será igual à taxa que o Tesouro paga para tomar empréstimo junto ao mercado, ou seja, livre de interferências políticas. Assim, ela seria uma taxa de juros dentro dos padrões do mercado.
Com a instituição da TLP, os juros cobrados pelo BNDES deixam de ser subsidiados. Ou seja, pegar empréstimo no banco público ficará mais caro, já que atualmente a taxa cobrada (TJLP) é de 6,75% ao ano, abaixo do juro básico da economia (Selic), que está em 12,25% ao ano. Saiba mais aqui

Fundo garantidor de crédito

Desde o dia 22 de dezembro, quem contrata investimentos está submetido ao novo limite de R$ 1 milhão de garantia contra eventual calote de banco estabelecido pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) - associação sem fins lucrativos criada pelas instituições financeiras nos anos 1990 para proteger os investidores. O limite vale para um período de quatro anos.
Antes, o FGC cobria até R$ 250 mil (valor mantido) por banco onde o investidor tinha aplicação. De acordo com a nova regra, se o investidor tiver, por exemplo, aplicações em dez instituições diferentes (ligadas ao FGC), ele estará garantido em R$ 1 milhão - e não mais em R$ 2,5 milhões. O fundo protege pessoas físicas e jurídicas.

Contribuições ao INSS

Para as empregadas domésticas que recebem salário mínimo e que recolhem 8%, a contribuição passa de R$ 74,96 para R$ 76,32. A parte do patrão, que também contribui com 8% do salário, sobe para R$ 76,32. Se recolher as duas partes, pagará R$ 152,64.

Ações nos juizados

O reajuste do salário mínimo afeta o teto permitido para se ajuizar uma ação. No Juizado Especial Federal, por exemplo, pode entrar com ação, sem advogado, quem tem valor a receber de até 60 salários mínimos. De R$ 56.220, o limite passa a ser de R$ 57.240.
No Juizado Especial Cível, o valor das ações também é calculado com base no mínimo. Quem quiser entrar com ação que envolva até R$ 19.080 (ou 20 salários mínimos), sem advogado, está liberado. Em 2017, o teto era de R$ 18.740.

CPF de dependentes a partir de 8 anos no IR

A partir desse ano, a Receita Federal passará a exigir CPF (Cadastro de Pessoas Físicas) de pessoasa partir de 8 anos de idade declaradas como dependentes no Imposto de Renda. Até então a idade mínima estava fixada em 12 anos. Segundo o fisco, a redução da idade visa evitar que a declaração caia na malha fina, "possibilitando maior rapidez na restituição do crédito tributário".

    GUSTAVO LOIOLA: DOM SEBASTIÃO NÃO VIRÁ

    Gustavo Loiola: Dom Sebastião não virá 


    - Valor Econômico

    A cegueira de parte da classe política vai custar caro à sociedade brasileira mais cedo do que se imagina

    O recém-divulgado relatório do Banco Mundial analisando o gasto público no Brasil trouxe o diagnóstico de uma grave doença que cada vez mais incapacita o país e o condena à estagnação econômica. Há muito tempo os sintomas do problema estão evidentes e muitos especialistas brasileiros já vinham alertando para a deterioração da qualidade da política fiscal no país. Porém, a citada análise é particularmente útil e oportuna, pois sintetiza de forma competente o rol das principais mazelas do setor público brasileiro e aponta caminhos para que o país readquira o equilíbrio das contas públicas e tenha um gasto público mais eficiente e menos regressivo.

    De fato, os gastos públicos vêm crescendo de forma continuada nos últimos anos, provocando déficits nominais próximos a 10% do PIB e o aumento acelerado da dívida pública como proporção do PIB. Esse indicador, em apenas cinco anos, pulou de 51% em 2012 para um percentual em torno 75% no final do corrente ano. Na hipótese de sucesso na tramitação da reforma da previdência e manutenção de severa austeridade fiscal, seria possível respeitar o teto do crescimento de gastos nos próximos anos, mas ainda assim a dívida pública chegaria a mais de 85% do PIB em 2021, quando só então poderia começar a cair lentamente.


    Porém isso não será tarefa fácil. Como aponta o citado relatório, a observância do teto de gastos vai exigir, na próxima década, a redução dos gastos de 0,6% do PIB em relação à tendência atual. A reforma previdenciária é a medida que mais pode contribuir para tal objetivo, mas não é condição suficiente. Por exemplo, uma reforma da previdência cuja economia de gastos equivale a 60% da proposta original fará cair o crescimento da despesa previdenciária em termos reais dos atuais 5% para 3,5% ao ano, o que ainda é insustentável no médio prazo. Por isso, outras medidas terão que ser implantadas para reduzir a rigidez do gasto público, como salientou o Banco Mundial.

    Ocorre que a aprovação da reforma da previdência, mesmo que em sua versão "minimalista", fica cada vez mais distante. Não há suficiente apoio no Congresso, inclusive, pasmem-se, na bancada do PSDB, partido que parece ter perdido definitivamente o rumo. Se a hipótese de não aprovação da previdência se confirmar nas próximas semanas, é quase certo que o teto de gastos não poderá ser cumprido a partir de 2019, com consequências que poderão ser desastrosas para o país.

    O fracasso na reforma previdenciária será sentido imediatamente na economia do país. As expectativas vão se deteriorar rapidamente e, num ano eleitoral já cheio de incertezas, o prêmio de risco do país deve se elevar, com a moeda brasileira se desvalorizando de modo acentuado. Neste caso, a recuperação da economia em 2018 será afetada pelo menor volume de investimentos e também pela retração dos consumidores em face de um cenário de maior risco.

    Por outro lado, na campanha eleitoral do ano que vem, é muito pouco provável que os candidatos mais competitivos façam promessas críveis de ajustes estruturais caso eleitos. Do PT, por óbvio, não se deve esperar isso, tendo em vista o equivocado e persistente diagnóstico do partido em relação à questão fiscal que, aliás, se materializou na desastrada "nova matriz macroeconômica" patrocinada pela dupla Dilma-Mantega. O PSDB, por sua vez, está perdendo o restante de sua credibilidade como partido das reformas, tendo caído na vala comum do populismo, pelo menos no que tange à sua posição face à crise da previdência. Com poucas exceções, as demais candidaturas que estão até o momento sendo cogitadas também não trazem qualquer conforto quanto à prática de uma política econômica responsável e de viés reformista. Ao contrário, o populismo parece ser quase a regra geral.

    Desse modo, a cegueira deliberada de parte da classe política que não quer encarar hoje a realidade da imperiosa necessidade da reforma previdenciária vai custar caro à sociedade brasileira mais cedo do que se imagina.

    Contudo, os efeitos da procrastinação da reforma da previdência iriam muito além da turbulência macroeconômica de curto prazo. As dificuldades no cumprimento das metas fiscais, inclusive do teto de gastos, levarão ao colapso do investimento público em infraestrutura e a deterioração dos serviços prestados pelo Estado, nos campos da saúde, educação, segurança, entre outros. A situação vivida hoje pelo governo do Rio de Janeiro se repetiria em nível federal e os ônus crescentes da previdência dos servidores estaduais fariam a crise fiscal se alastrar em pouco tempo pela maioria das unidades da federação.

    Paradoxalmente, até o momento, os mercados estão em relativa calmaria. Os agentes econômicos parecem estar esperando um Dom Sebastião que voltará da África para salvar o Brasil e levá-lo a novas conquistas. Porém, como sabem os portugueses, a volta de D. Sebastião é apenas uma lenda. A reversão do desastre fiscal anunciado depende de pessoas de carne e osso que, infelizmente, parecem não estar disponíveis em número suficiente no atual mundo político brasileiro