Companhia dos Aposentados

Tribuna dos Aposentados, Pensionistas e Trabalhadores do Brasil

OS RECURSOS NATURAIS E A SOBERANIA DA AMAZÔNIA



os Recursos naturais e A soberania da Amazônia.
(Artigo publicado no Jornal A TARDE, Salvador, em 10/09/2019)
Luiz Ferreira da Silva, 82


Recursos naturais não querem dizer nada. Mais importante são os Recursos humanos. Apenas 3 exemplos para aclarar esta questão:

Ø. O Japão não tem uma grama de ferro, mas nos vende milhares de produtos que tem o aço de Carajás.

Ø. A Suíça nunca plantou um pé de cacau e nos vende chocolates de primeira linha gastronômica.

Ø. Gramado não tem as praias de Maceió e fatura duas vezes mais em turismo com apenas 35 mil habitantes. A Capital alagoana tem 1 milhão.

O nosso Brasil dos diversos biomas, do ferro, das praias, das bacias hidrográficas, das florestas exuberantes, das frutas tropicais. Recursos abençoados por Deus.

Talvez por termos tanto e tudo, diferentemente dos países do hemisfério Norte, somos acomodados, enquanto eles se superam, a exemplo da Holanda, que teve que aterrar o mar e Israel que tira água do chão árido e desenvolve uma agricultura de alta tecnologia.

Paradoxalmente – ou não? – os países que se ufanam de possuir a floresta Amazônica, como o Brasil, Peru, Venezuela e Equador, continuam pobres, diferentemente daqueles que se desenvolveram em outros ecossistemas.

Isso vem demostrar que cabeças pensantes, trabalho e cidadania, é que dão o tom da riqueza de um povo.

Um magnífico exemplo, a Coreia do Sul, que recentemente entrou no Clube dos países desenvolvidos, ao investir maciçamente em seus Recursos Humanos.

E o Brasil? Nem sabe o que fazer com sua floresta úmida tropical! Suas reservas carecem de estrutura de pesquisa e inexiste um zoneamento econômico-ecológico que indique as áreas para fins de uso agropecuário e de conservação das matas ciliares, cenários ecológicos e sítios fitogeográficos, de modo a orientar a exploração racional do ecossistema sem depredar o meio ambiente.

Adicionalmente, um bando de ONGs sem tirocínio e as Organizações púbicas batendo cabeça e desprovidas de recursos humanos, financeiros e de infraestrutura operacional, incapazes ante à magnitude do Brasil Amazônico, 2/3 do seu território.

Presentemente, a Amazônia rende uma discussão que ultrapassa os umbrais do país, eivada de mitos ecológicos, descambando pela crença da perda da nossa soberania.

Enquanto isso acontece, esquecemos das nossas fronteiras desprotegidas, pelas quais agem os traficantes de drogas e os contrabandistas, sobretudo de armas. Também, tornamo-nos insensíveis à fome de mais de 50 milhões de brasileiros e à negligência ao saneamento básico, além da poluição do ar nas grandes Cidades.

Isso, sim, são ameaças reais ao nosso poder soberano, que estão na nossa cara, diferentemente de suposições alhures. (Maceió, AL, 01 de setembro de 2019)


O SENADOR EDUARDO BRAGA É INDICADO RELATOR DA INDICAÇÃO DE ARAS


Eduardo Braga, relator de indicação de Aras no Senado, é investigado na Lava-Jato

Senador foi indicado nesta quarta-feira pela presidente da CCJ do Senado, Simone Tebet
Carolina Brígido
11/09/2019 - 20:26 / Atualizado em 11/09/2019 - 21:23
O senador Eduardo Braga (AM) será o relator da indicação de Aras para a PGR Foto: Jefferson Rudy / Jefferson Rudy/Agência Senado
O senador Eduardo Braga (AM) será o relator da indicação de Aras para a PGR Foto: Jefferson Rudy / Jefferson Rudy/Agência Senado

BRASÍLIA – O senador Eduardo Braga (MDB-AM), escolhido para relatar a indicação de Augusto Aras como procurador-geral da República, é investigado na Lava-Jato em um inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal ( STF ). Se for aprovado no Senado, caberá a Aras decidir se apresenta ou não denúncia contra o parlamentar. Ele é acusado de ter recebido R$ 6,08 milhões da JBS de forma ilegal na campanha de 2014, assim como outros integrantes do MDB.


A indicação de Eduardo Braga para a relatoria foi anunciada nesta quarta-feira pela presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Simone Tebet (MDB-MS).

O inquérito foi aberto em maio do ano passado pelo relator da Lava-Jato no tribunal, ministro Edson Fachin. Além de Braga, também são investigados os senadores Renan Calheiros (MDB-AL), Jader Barbalho (MDB-PA) e Dario Berger (MDB-SC); os ex-senadores Valdir Raupp e Eunício de Oliveira; o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Vital do Rêgo Filho; o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega; e o governador do Pará, Helder Barbalho.

A suspeita é que a JBS fez repasses de R$ 43,6 milhões a políticos do MDB na campanha de 2014. O processo tem origem em duas delações: a de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, empresa subsidiária da Petrobras; e a de Ricardo Saud, executivo do grupo J&F, controlador da JBS.

O pedido para abertura de inquérito foi feito pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que permanece no cargo até o dia 17. Segundo ela, há possibilidade de que tenham sido cometidos os crimes de corrupção (pelo recebimento dos recursos) e lavagem de dinheiro (pelas formas usadas para dissimular a origem do dinheiro).


Na delação premiada, Sérgio Machado afirmou ter tomado conhecimento de que, a pedido do PT, a JBS fez doações de R$ 40 milhões à bancada do MDB no Senado na eleição de 2014. Saud, por sua vez, afirmou que fez pagamentos de R$ 46 milhões a senadores do PMDB a pedido do PT. Seria uma forma de o partido comprar o apoio dos políticos do partido em 2014, uma vez que havia o risco de o MDB se aliar ao PSDB.

Uma tabela feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR) com base nas informações de Saud mostra repasses de R$ 9,92 milhões para Renan, R$ 8,98 milhões para Jader, R$ 6,08 milhões para Braga, R$ 6 milhões para Vital, R$ 5,68 milhões para Eunício e R$ 4 milhões para Raupp, além de R$ 2,94 milhões para Alves, totalizando R$ 43,6 milhões. Os pagamentos teriam sido feitos por meio de notas frias, entregas em espécie e doações eleitorais oficiais.

“Os senadores mencionados não concorreram a cargos eletivos nas eleições de 2014, mas podem ter atuado como arrecadadores para suas bases eleitorais”, escreveu Dodge em documento do dia 11 de abril, apontando repasses a candidatos. Ela citou vários repasses da JBS à direção nacional do PMDB em 2014, segundo informações do próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

VISITA À CABEÇA DO CACHORRO

Visita a Cabeça do Cachorro

                "Tive o priv de ser convidada pela Força Aérea Brasileira e pelo Exército Brasileiro para uma visita institucional de três dias à Amazônia, com membros do Poder Judiciário e órgãos essenciais à Justiça. Volto maravilhada!Mas o meu deslumbramento não decorre das belezas naturais da região, incontáveis e vistas por muitos por meio de fotografias, filmagens e até mesmo visitas àquela área. O que me encantou foi a superação das dificuldades, a dedicação de homens e mulheres militares, os serviços prestados à Nação brasileira, ao povo humilde, carente e sofrido.Chegar à região conhecida como “Cabeça do Cachorro”, próxima à divisa do Brasil com a Venezuela (se olharmos no mapa do Brasil, a divisa faz um desenho parecido com uma cabeça de cachorro), numa base militar chamada Maturacá, somente foi possível pela ajuda da Força Aérea. Lá se encontra instalado o 5º Pelotão Especial de Fronteira (PEF), isolado de tudo e de todos por causa da Floresta Amazônica. Porém, por mais distante que esteja do chamado “mundo civilizado”, o povo que lá reside, os Yanomamis, não estão esquecidos. O Exército zela por eles e lhes provê educação, saúde, cidadania e uma sensação de pertencimento.Em contrapartida, os tuxauas (chefes de tribos) ajudam na preservação e no patrulhamento do território.A interação e o carinho entre o Coronel no comando do 5º PEF e o Cacique Antônio, o respeito e a consideração entre os oficiais e os demais tuxauas e a preocupação em atender às necessidades da população indígena da região (cerca de 23 etnias), tudo isso traz imensa emoção, porque ilustra o verdadeiro significado da palavra “servir”.É o que o militar faz. SERVE.Para que as Forças Armadas estejam na fronteira, tudo se inicia com o sacrifício de deixar, por um longo período de tempo, a família e o conforto de uma vida em cidade, para ser alocado em um lugar remoto e rústico. Em seguida, vem o treinamento árduo, difícil e rigoroso e as incontáveis missões.Mas ao olhar cada um deles, ou ouvir se expressarem, chega-se a apenas a esta conclusão: o sacrifício decorre da certeza de que o que importa é o País e suas necessidades e que vale a pena passar por todas as vicissitudes em prol da nação e de seu povo.O orgulho de ser um cidadão, um brasileiro, se sobrepõe e sombreia as dificuldades e justifica a luta diária em prol de um bem maior: a soberania.Não se pode esquecer, também, de mencionar o bem que as Forças Armadas trazem à população residente nas proximidades de uma base militar. É mais uma prova da aplicação do lema “servir”. Com os militares vem acesso à saúde, resgate e salvamento, educação, desenvolvimento e infraestrutura.E então eu me deparo com a “Oração do Guerreiro da Selva”, que em seus versos pede ao Altíssimo, “a sobriedade para persistir, a paciência para emboscar, a perseverança para sobreviver, a astúcia para dissimular, a fé para resistir e vencer”.Tenho os olhos marejados de lágrimas com o canto do guerreiro que, em face da morte e na hora da dor, se fortalece na coesão da tropa; com o desprendimento do soldado; com a prontidão de sacrificar a própria vida em benefício da pátria; e com sua sinceridade e entrega ao cantar vigorosamente o Hino Nacional, declarando o comprometimento com a luta pelo País e o destemor da morte, se assim for preciso.Tudo isso traz a reflexão o fato de que as Forças Armadas exercem um papel primordial para o País e que seu exemplo deve ser seguido por todos nós cidadãos brasileiros, pois nas forças militares exercita-se e vivencia-se o verdadeiro patriotismo.E, assim, com humildade e gratidão imensa pela oportunidade de testemunhar a grandiosidade do serviço militar, peço licença para honrar as Forças Armadas com o brado do guerreiro: SELVA!!!"Juíza Luciana Corrêa Tôrres de OliveiraJuíza de Direito do TJDFT.Titular da 2ª Vara de Execução de Títulos Extrajudiciais e Conflitos Arbitrais da Circunscrição Judiciária
Enviado do meu smartphone Samsung Galaxy.

MOURÃO E A AMAZÔNIA


Mourão e a Amazônia
 
Texto do Vice Presidente Mourão hoje no Estadão. 

Uma aula de história, de verdade, de brasilidade, que encerra definitivamente a questão sobre os outros interesses escusos sobre a NOSSA Amazônia.

“ No contexto de uma campanha internacional movida contra o Brasil, ressurgiu a antiga pretensão de relativizar, ou mesmo neutralizar, a soberania brasileira sobre a parte da Região Amazônica que nos cabe, a nossa Amazônia.

Acusações de maus-tratos a indígenas, uso indevido do solo, desflorestamento descontrolado e inação governamental perante queimadas sazonais compõem o leque da infâmia despejada sobre o País, a que se juntou a nota diplomática do governo francês ofensiva ao presidente da República e aos brasileiros.

O Brasil não mente. E tampouco seu presidente, seu governo e suas instituições.

Em primeiro lugar, porque o Brasil tem a seu lado a História, sobre a qual, em consideração à memória nacional, nos devemos debruçar.

A Amazônia que nos pertence foi conquistada no tempo em que só a ação intimorata garantia direitos. 

Depois da expulsão dos franceses de São Luís (1615) e da fundação do forte do Presépio, a futura Belém (1616), corsários ingleses e holandeses foram combatidos e expulsos da foz do Rio Amazonas. A União Ibérica (1580-1640) ofereceu oportunidade para que bandeirantes e exploradores rompessem as Tordesilhas, um desenvolvimento histórico que tem na primeira navegação da foz à nascente do Amazonas (1637), façanha cometida por Pedro Teixeira, seu marco definitivo.

Foram fortalezas que prefiguraram a ocupação e a delimitação da Amazônia brasileira. Foi a catequese que aglutinou os indígenas sob a proteção da cruz, favorecendo a miscigenação que fomentou o povoamento da região. A fundação do forte de São José do Rio Negro, na confluência do Rio Negro com o Solimões (1663), reuniu em seu entorno índios barés, baniuas e passés, dando origem à povoação que viria a se transformar na cidade de Manaus.

Após a Independência, em nossa primeira legislatura, quando a pretensão estrangeira de impor um monopólio de navegação no Amazonas ousou atribuir aos brasileiros a pecha de ignorantes, coube ao Senado devolvê-la, lembrando que cabia aos brasileiros a primazia dos descobrimentos sobre a região, conforme atestado pelo próprio Humbolt.

E no início do século 20, enquanto a Europa se dilacerava nos campos de batalha da 1.ª Guerra Mundial, um dos nossos maiores soldados, Cândido Mariano da Silva Rondon, completava sua campanha sertanista (1915-1919) em Mato Grosso levantando cartograficamente os vales do Araguaia e as cabeceiras do Xingu; descobrindo minas de sulfeto de ferro, ouro, diamantes, manganês, gipsita, ferro e mica; e o mais importante, fazendo amigas as nações nhambiquara, barbados, quepi-quepi-uats, pauatês, tacuatés, ipoti-uats, urumis, ariquemes e urupás, que ao final da ciclópica empreitada apontavam para as armas dos exploradores e diziam: “Enombô, paranã! Dorokói pendehê” (“joguem no rio, a guerra acabou”).

Epopeia consumada, mas por concluir, na qual o Brasil jamais prescindiu da cooperação das nações condôminas desse patrimônio reunidas no Pacto Amazônico, que comemorou, no ano passado, 40 anos de sua assinatura, o qual, pela sua finalidade e sua clareza de propósitos, dispensa protagonismos de última hora movidos por interesses inconfessáveis. Se existisse algum protagonismo nacional na Amazônia sul-americana compartilhada por nove países, algo que o Brasil nunca avocou, ele seria, pelos números, pela presença e pela História, brasileiro.

Se a História dá razão ao Brasil em qualquer debate sobre a Amazônia, cabe colocar, em segundo lugar, que ele tem a seu favor os fatos.

Não há país que combine legislação ambiental, produtividade agropecuária, segurança alimentar e preservação dos biomas com mais eficiência, eficácia e efetividade do que o Brasil. Não bastassem todos os dados legais e científicos, sobejamente conhecidos, que comprovam essa assertiva, tomem-se não as palavras, mas os atos do governo brasileiro no sentido de combater queimadas e apurar crimes de toda natureza praticados na Região Amazônica, o que desqualifica as desproporcionais acusações e agressões desferidas contra o País por causa do meio ambiente.

E se não bastassem a História e os fatos, cabe apontar o que se revela nas declarações oficiais, nas confidências mal escondidas, nas entrelinhas dos comunicados e no ecorradicalismo incensado pela imprensa: a velha ambição disfarçada por filantropia de fachada.

É inacreditável que, num momento em que guerras comerciais e protecionismos turvam o horizonte mundial, e são publicamente condenados em todas as instâncias internacionais responsáveis, líderes de países europeus venham, individualmente ou em conjunto, tomar iniciativas contra o livre-comércio, procurando sabotar acordos históricos como o firmado entre a União Europeia e o Mercosul e entre este e os países da Associação Europeia de Livre-Comércio (Efta) – Noruega, Suíça, Islândia e Liechtenstein.

Como é inacreditável que pessoas que até há pouco tempo ocupavam cargos públicos se esqueçam de uma das linhas mestras da diplomacia do Brasil, a de preservar a liberdade de interpretar a realidade do País e de encontrar soluções brasileiras para os problemas brasileiros, conforme colocadas pelo chanceler Horácio Lafer em 1959.

Nada disso prevalecerá. O Brasil não tem tempo a perder. Com trabalho, coragem e determinação ele encontrará o seu destino de grandeza: ser a mais pujante e próspera democracia liberal do Hemisfério Sul.

E por qualquer perspectiva, da preservação ao desenvolvimento, da defesa à segurança, da História ao Direito, a nossa Amazônia continuará a ser brasileira. E nada exprime melhor isso do que a canção do internacionalmente reconhecido Centro de 

Instrução de Guerra na Selva: À Amazônia inconquistável o nosso preito,/ A nossa vida por tua integridade/ A nossa luta pela força do direito/ Com o direito da força por validade.”