Companhia dos Aposentados

Tribuna dos Aposentados, Pensionistas e Trabalhadores do Brasil

LONGEVIDADE / SER OU NÃO SER IDOSO?

DO JORNAL GAZETA DO POVO Longevidade Ser ou não ser idoso? Por Raphael Henrique Castanho Di Lascio 24/04/2023 13:11 14 Como você se sentiu com o conteúdo dessa matéria? 47 Felizes A geração 60+ de hoje, apesar de ser considerado idosa, vive de forma diferente e com outras perspectivas das gerações anteriores| Foto: Bigstock Ouça este conteúdo Shakespeare já dizia: ser ou não ser, eis a questão! Numa fase da vida, acima dos 60 anos, somos classificados como idosos, para todas as questões. Alguns aceitam isso naturalmente, outros negam, mas, independentemente disso, a idade avança para todos e, dessa forma precisamos entender e aceitar esse fato normalmente. E buscar viver da melhor forma, essa fase com bem-estar e qualidade de vida além de senso de utilidade, que cria no ser humano a motivação e a força para vida. Graças ao Estatuto do Idoso e às políticas públicas nesta área, hoje temos direitos e benefícios a serem usufruídos. Mas há também algumas desvantagens: o peso da idade que começa a surtir seus efeitos no corpo, na mente e na saúde, os quais temos que cuidar bastante. Vivemos esses dilemas, porém, a geração 60+ de hoje vive de forma diferente e com outras perspectivas. O idoso de agora não é mais aquele que vivia em casa de pijama e chinelo, sem fazer nada, ou a vovó que ficava na cadeira de balanço fazendo tricô. Uma grande maioria continua produzindo, trabalhando e sendo exemplos, como a Japonesa Masako Wakamiya, de 82 anos, considerada pela Apple a programadora mais idosa do planeta; o brasileiro aposentado João Benedito Alves Ferreira, de 77 anos, que se formou em Direito e foi aprovado na OAB; e Walter Ortmann, de 100 anos, que mora em Brusque/SC e trabalha na mesma empresa há 84 anos como vendedor e não pensa em parar. O idoso de hoje tem a mente jovem, pois quer e precisa ser um longevo saudável, útil e produtivo. Com a expectativa de vida aumentando nas últimas décadas, temos muitas pessoas vivendo 100 anos ou mais. Assim, a maturidade está mudando o conceito do idoso e a sociedade está começando a entender isso. Como exemplo, uma senhora de 100 anos mandou, esses dias, seu currículo para trabalhar. Sua justificativa? Ela queria dinheiro extra para poder comprar o vinho que aprecia tomar nas refeições. Outro exemplo, nas Instituições de Ensino Superior vemos muitas pessoas de 70 e até 80 anos de idade procurando cursos de graduação. Há muitos projetos, hoje, que realizam atividades para esse público, mantendo sua autoestima elevada, que promovem o bem-estar e a integração e que, principalmente, os ajudam na busca e obtenção de qualidade nas suas vidas. Um número grande de pessoas dessa faixa etária (60+) vive sozinho e gosta de ser independente, e isso preocupa os familiares. Outros não têm a quem pedir ajuda, caso precisem. Nas duas situações uma dúvida surge: “como não me sentir inútil ou dependente? Ou ser tratado como velho se tenho uma certa idade e sou considerado idoso?” Quero ser visto pela sociedade como uma pessoa com idade, sim, porém, com muita saúde, disposição e motivação para viver esse momento pleno, com respeito e ajuda de todos. Então, Ser ou não Ser Idoso é sim uma prerrogativa para quem escolhe viver uma longevidade saudável, harmoniosa, útil e produtiva, e, assim, desfrutar da MATURIDADE, com dignidade. Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/longevidade/ser-ou-nao-ser-idoso/?ref=veja-tambem Copyright © 2023, Gazeta do Povo. Todos os direitos reservados.

FAMÍLIAS MULTIGERACIONAIS: CONVIVÊNCIA TEM BENEFÍCIOS, MAS TAMBÉM DESAFIOS

DO JORNAL GAZETA DO POVO Longevidade Multigerações e as relações de cuidado Por Edilmere Sprada 17/07/2023 19:14 1 Como você se sentiu com o conteúdo dessa matéria? 5 Felizes Famílias multigeracionais: convivência tem benefícios, mas também desafios.| Foto: Bigstock Ouça este conteúdo Quantas gerações convivem com você em casa ou no trabalho hoje em dia? Observamos atualmente vários impactos da longevidade nas famílias multigeracionais, assim como desafios a serem enfrentados por todos na convivência, nas relações, nos papéis de cada um, nas necessidades, nas opiniões e muito mais. Se olharmos ao redor encontraremos facilmente 4 ou 5 gerações interagindo entre si. Existem famílias envelhecendo juntas, em que filhos de setenta cuidam muitas vezes de seus pais de noventa anos. Em que netos cuidam de seus avós ou, ao contrário, os avós cuidam de filhos, netos e bisnetos. Isso é o que a longevidade vem nos mostrando. E sim, estamos convivendo com nossas famílias por mais tempo. Mas como, cada vez mais, isso vem implicando diretamente nas relações de cuidado? Nesta convivência existem vínculos sociais, afetivos, de apego, de conflitos, intimidades e afinidades, em que tudo é dinâmico, se movimenta, e às vezes, em determinadas famílias, as ações tendem a se repetir entre as gerações. A base do cuidado, do acolhimento, da atenção e do apoio vem da estrutura familiar. Assim, como fica o cuidar e o ser cuidado entre as gerações? Que formatos são encontrados nos domicílios brasileiros? O que se tem visto ou vivenciado? Estresse, falta de preparação, informações desencontra­das, desgastes? Se no percurso da vida familiar não existem acordos, diálogos, apoio mútuo e de confiança e, de repente, aparece uma situação de dependência... a vida desencadeia uma rede de desencontros e desestabiliza o presente e o futuro da família. Quando uma pessoa que depende desta estrutura familiar envelhece, inicia um processo de buscas, da obrigação ou satisfação do cuidado, da aflição, dos conflitos financeiros, medo e insegurança de ambas as partes. Até acertar este grau de ajustamento entre esta relação multigeracional envolvendo a longevidade, que perpassa por envelhecer com dignidade, suscitam-se vários sentimentos e emoções. A importância da rede de apoio multigeracional deveria ser um diálogo constante para que, lá na frente, houvesse a consciência do cuidar e ser cuidado, evidenciando conforto e respeito pelo futuro de cada um. Esta coexistência/coabitação intergeracional deve ser refletida para que os filhos que não querem cuidar de seus pais dando-lhe o mínimo que é dignidade de viver não venham sofrer a mesma situação em sua velhice. “Faça ao outro aquilo que no futuro gostaria que fizessem por ti” – isso faz parte desta construção de valores e significados na proteção, cooperação, cumplicidade, atenção e claramente na relação de cuidado intra e extrafamiliares. Em muitos casos a atuação de profissionais especializados no contexto do cuidado entre as gerações familiares promove espaços saudáveis, educativos e construtivos. Pense nisso! Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/longevidade/multigeracoes-e-as-relacoes-de-cuidado/ Copyright © 2023, Gazeta do Povo. Todos os direitos reservados.

SAIBA COMO UTILIZAR O CARNÊ-LEÃO PARA O PAGAMENTO DE IMPOSTOS

DO JORNAL REDE CONTÁBIL HomeImposto de Renda IMPOSTO DE RENDA CHAMADAS CONTABILIDADE Saiba Como Utilizar O Carnê-Leão Para O Pagamento De Impostos De forma resumida, o carnê-leão é um serviço que realiza o cálculo e recolhimento da contribuição devida pelas pessoas físicas. De Gabriel Dau Ultima Atualização 28 Jul 2023 16:29 Compartilhe Facebook Twitter Linked InWhats App Copy Link No mercado, é comum informar a comercialização de bens e prestação de serviços entre pessoas físicas (PF). No entanto, mesmo sendo uma parceria entre PFs, existem obrigações a serem cumpridas junto à Receita Federal. Assim, quem trabalha dessa forma não deve se esquecer de declarar seus rendimentos e pagar o Imposto de Renda (IR) através do carnê-leão. De forma resumida, o carnê-leão é um serviço que realiza o cálculo e recolhimento da contribuição devida pelas pessoas físicas que recebem rendimentos de outras pessoas físicas ou do exterior. Leia também: Carnê-Leão: Quem Precisa Enviar, Como Preencher E Sua Importância Nessa modalidade, estão inclusos profissionais autônomos, proprietários de imóveis, prestadores de serviços de transporte de cargas e passageiros, leiloeiros, entre outros. A eles cabe calcular seu imposto de renda mensalmente – ao contrário dos empregados, em que o valor é descontado pelo empregador e repassado diretamente – e efetuar o pagamento até o último dia do mês seguinte, como orientado pelo conselheiro do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), Adriano Marrocos. Contudo, é importante fazer uma diferenciação: todos os que se enquadram nessas categorias precisam preencher o carnê-leão, porém somente pagarão o imposto aqueles com rendimento superior a R$ 1.903,98, que é o teto da faixa salarial isenta de IR para qualquer contribuinte (faixa válida na declaração de 2023). A partir da próxima declaração, em 2024, referente ao ano-calendário 2023, quem receber aluguel de até R$ 2.640 por mês, por exemplo, não precisará mais pagar Imposto de Renda mensalmente pelo Carnê Leão. Como proceder? Para realizar o carnê-leão, da mesma forma que ocorre para trabalhadores celetistas (CLT), é necessário calcular e efetuar o pagamento mensalmente por meio do Centro de Atendimento Virtual da Receita Federal, o e-CAC. Antes de preencher o carnê-leão online, o contribuinte deve criar um livro-caixa, onde registrará todos os seus rendimentos provenientes da venda de produtos e prestação de serviços para pessoas físicas, bem como aluguéis recebidos e rendimentos vindos do exterior. Além disso, todas as despesas relacionadas à atividade que gerou os rendimentos também devem ser registradas no livro-caixa. Teoricamente, todas essas despesas são dedutíveis, mas para aqueles que nunca mantiveram um livro-caixa, é recomendado consultar um profissional da contabilidade para obter orientação adequada, conforme aconselhado por Marrocos. Após inserir os dados no livro-caixa, o contribuinte poderá preencher a Ficha de Rendimentos Recebidos de Pessoa Física e do Exterior.

CONTA DE LUZ VIROU "CABIDE" DE SUBSÍDIOS QUE DEVERIAM SAIR DO TESOURO

DO JORNAL GAZETA DO POVO Economia Políticas públicas Conta de luz virou “cabide” de subsídios que deveriam sair do Tesouro Por Marcos Tosi 25/07/2023 21:15 6 Como você se sentiu com o conteúdo dessa matéria? 14 Indignadas | Foto: Pexels / Pixabay Ouça este conteúdo No regramento brasileiro, União, estados e municípios não podem criar despesas extras sem demonstrar qual será a fonte de recursos para financiar esses novos gastos. Isso, contudo, não se aplica à conta da energia elétrica paga por quase 90 milhões de unidades consumidoras do país. Na prática, o governo e o Congresso têm criado incentivos, subsídios ou benefícios para este ou aquele setor e não resta à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) alternativa que não seja determinar que as concessionárias lancem na conta dos consumidores. A fatura de energia, assim, virou um "cabide" para as mais variadas despesas do setor. VEJA TAMBÉM: Brasil, o país da energia barata e da tarifa cada vez mais cara “Quando digo que a Aneel não tem discricionariedade, é que uma vez que o Congresso Nacional insira um custo por lei, sou obrigado a colocar na tarifa. E a maioria dos movimentos vêm no sentido de elevar a tarifa”, afirmou o diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, em audiência pública no Senado, no final de maio. Ele lembrou que durante o processo de capitalização da Eletrobras, o Congresso decidiu que o sistema deveria contratar obrigatoriamente 8 gigawatts (GW) das termelétricas a gás natural, que têm custo mais elevado. “Foi uma decisão soberana, e nós temos que atender”, enfatizou. Se é subsídio, não deveria ser pago na conta de luz Os chamados “encargos setoriais” viraram um grande gancho para todo tipo de penduricalho de benefícios e subsídios. E, dentre os vários segmentos do setor de energia elétrica, é praticamente consenso de que subsídios definidos em políticas públicas deveriam ser custeados pelo Tesouro, em vez de serem aplicados compulsoriamente na conta de luz dos consumidores. “Se é subsídio, é porque tem algum setor da sociedade que precisa. Isso tem que vir do Orçamento da União. Por que o consumidor de Curitiba tem que pagar o óleo diesel do Norte? A gente acaba subsidiando, em Curitiba ou em São Paulo, aquilo que deveria sair do Orçamento da união. Eles não querem discutir no Congresso, daí enfiam na conta de energia”, diz Cláudio Ribeiro, CEO da 2W Ecobank, comercializadora de energia no mercado livre. Hora de passar pente-fino na CDE Na mesma linha se queixa Marcos Madureira, presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia (Abradee). "Temos incentivos que estão completando 50 anos de existência. E mesmo os que deveriam estar sendo reduzidos, há projetos de lei para não acabarem. Precisamos parar, olhar para onde está caminhando o custo da energia elétrica, entender  as razões por que estão aumentando, basicamente em função desses tratamentos diferenciados que se dá para alguns segmentos, e criar a condição para resolver esse problema", enfatiza Madureira. A reforma tributária pode ser a oportunidade para rever o equilíbrio das cobranças e benefícios no sistema energético. Luiz Eduardo Barata, presidente da Frente Nacional dos Consumidores de Energia e ex-diretor geral do Operador Nacional do Sistema (ONS), lembra que a Conta do Desenvolvimento Energético (CDE), onde está embutida a maioria dos benefícios, foi criada em 2002 para fazer frente ao custo dos combustíveis fósseis. "Era de R$ 2 bilhões e hoje já chega a quase R$ 35 bilhões. Defendemos que se passe um pente-fino nessa conta. Verificar o que deve permanecer e o que deixou de ser necessário. Por exemplo, tem subsídio à geração a carvão nacional, e nós entendemos que não devemos subsidiar o carvão", afirma Barata. Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/economia/conta-de-luz-virou-cabide-de-subsidios-que-deveriam-sair-do-tesouro/?ref=mais-na-gazeta Copyright © 2023, Gazeta do Povo. Todos os direitos reservados.