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CIDADES COM MENOR TAXA DE LETALIDADE POR COVID NO BRASIL: RANKING

Brasil

Cidades com menor taxa de letalidade por covid no Brasil: ranking


Um levantamento feito base com base em dados oficiais mostra quais são as capitais brasileiras com a maior e a menor taxa de letalidade pela covid-19.
O estudo foi feito pelo Núcleo de Operações e Inteligência em Saúde (NOIS), formado por cientistas da PUC-RJ, da Fiocruz e do Instituto D’Or.
E as cidades que tiveram menor proporção de mortes em relação aos casos confirmados são: Campo Grande, Cuiabá, Aracajú, Brasília e Boa Vista – estas três últimas aparecem empatadas em terceiro lugar, com 1,5%.
Brasília, que está entre as capitais com menor taxa de letalidade, foi justamente a primeira capital a adotar medidas preventivas no Brasil, como a suspensão de aulas, shows, redução da circulação de pessoas nas ruas e cuidados de higiene, para conter a contaminação por coronavírus.
As ações no Distrito Federal foram anunciadas no dia 11 de março, quando o governador Ibaneis Rocha decretou isolamento social para o dia seguinte, 12 de março.
Ranking da Taxa de letalidade em 14/04
  1. Campo Grande – zero
  2. Cuiabá  – 1,2%.
  3. Aracajú – 1,5%
  4. Brasília – 1,5%
  5. Boa Vista – 1,5%
  6. Florianópolis – 1,6%
  7. Palmas – 1,6%
  8. Natal –  2%
  9. Macapá – 2,5%
  10. Teresina – 2,6%
  11. Belo Horizonte – 2,7%
  12. Porto Velho – 3,4%
  13. Rio Branco – 3,5%
  14. Salvador – 3,5%
  15. Porto Alegre – 3,5%
  16. Goiânia – 3,8%
  17. Vitória – 3,8%
  18. Maceió – 4,1%
  19. João Pessoa – 5,2%
  20. Curitiba – 5,3%
  21. Recife – 6,1%
  22. São Luiz – 6,8%
  23. Fortaleza – 7,2%
  24. São Paulo – 8,2%
  25. Belém – 8,7%
  26. Manaus – 9,5%
  27. Rio de Janeiro – 10,2%
Veja que o Rio de Janeiro aparece com a maior taxa do Brasil, com 10,2%, seguida de Manaus com 9,5%, Belém 8,7%, São Paulo 8,2% e Fortaleza 7,2%.
O levantamento do NOIS foi feito com base em dados do dia 14 de abril, quando Campo Grande ainda não tinha mortes pela doença. Hoje a capital do MS tem 4 vítimas da covid-19.
Neste sábado, 9 de maio, o Ministério da Saúde contabiliza 145 mil casos confirmados de covid-19 em todo o Brasil, com 9.897 mortos e uma taxa de letalidade nacional de 6,8%.
Regiões
O levantamento feito pelo NOIS mostra a taxa de letalidade por regiões brasileiras.
  1. Sudeste           7,94%
  2. Norte               6,60%
  3. Nordeste          6,10%
  4. Sul                  3,80%
  5. Centro-Oeste 2,65%
Subnotificação
Mas, infelizmente esses números podem ser bem maiores por causa da chamada subnotificação.
É que faltam testes em várias partes do país para diagnosticar com precisão se brasileiros com sintomas parecidos, morreram ou não vítimas da covid-19.
Na rede pública, por exemplo, só são testados pacientes em estado grave.
Por Rinaldo de Oliveira, da redação do SóNotíciaBoa – Com informações do NOIS e OGlobo
Por Rinaldo de Oliveira, da redação do SóNotíciaBoa – Com informações do NOIS e OGlobo

CIENTISTAS HOLANDESES CRIAM ANTICORPO QUE DESTRÓI O CORONAVÍRUS

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SAÚDE

Cientistas holandeses criam anticorpo que destrói o coronavírus

Foto: BerendJan Bosch/UU
Cientistas da Universidade de Utrecht, na Holanda, criaram um anticorpo monoclonal que pode derrotar o novo coronavírus.
De acordo com o estudo publicado nesta segunda-feira, 4, na revista científica Nature Communications, o anticorpo experimental 47D11 foi capaz de neutralizar a proteína spike em testes em laboratório.
É essa proteína que fica na superfície do novo coronavírus e dá a ele a forma de “coroa”. E é por ela que o vírus ataca as células do organismo.
Nos experimentos de Utrecht, o anticorpo derrotou o vírus responsável pelo Covid-19 e evitou os sintomas que causam a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS).
Em outras palavras, os resultados mostraram que o 47D11 é capaz de neutralizar tanto o coronavírus causador da Sars, quanto o novo coronavírus, causador da Covid-19.
A Universidade ainda anuncia que o o coordenador do estudo, Berend Jan Bosh (foto acima) vai dar uma entrevista coletiva on-line no dia 14 de maio para explicar a descoberta à imprensa.
Os testes
Os testes realizados em laboratório se mostraram promissores para conter a propagação da pandemia.
O anticorpo pode ajudar a prevenir ou tratar a Covid-19 e doenças relacionadas no futuro, sozinho ou em uma combinação de drogas.
“Essa descoberta fornece uma base sólida para pesquisas adicionais para caracterizar esse anticorpo e iniciar o desenvolvimento como um potencial tratamento com COVID-19”, disse Frank Grosveld, PhD. co-autor principal do estudo, professor da Academia de Biologia Celular, Centro Médico Erasmus, Roterdã e diretor científico fundador da Harbor BioMed. 
“O anticorpo usado neste trabalho é ‘totalmente humano’, permitindo que o desenvolvimento prossiga mais rapidamente e reduzindo o potencial de efeitos colaterais relacionados ao sistema imunológico”, completa Grosveld.
Anticorpos monoclonais
Anticorpos monoclonais são proteínas criadas em laboratório que se assemelham às versões naturais que o corpo cria para combater bactérias e vírus. 
Os cientistas usaram camundongos geneticamente modificados para produzir anticorpos diferentes para as proteínas do coronavírus. 
Os pesquisadores reformataram o anticorpo 47D11 para criar uma versão totalmente humana, de acordo com o artigo.
“Os anticorpos monoclonais direcionados a locais vulneráveis ​​nas proteínas da superfície viral são cada vez mais reconhecidos como uma classe promissora de medicamentos contra doenças infecciosas e têm demonstrado eficácia terapêutica para vários vírus”, disse o coordenador do estudo, Berend-Jan Bosch, da Universidade de Utrecht.
Os anticorpos terapêuticos convencionais são desenvolvidos primeiro em outras espécies e, em seguida, precisam ser submetidos a um trabalho adicional para “humanizá-los”.
Como
O anticorpo foi gerado usando a tecnologia de camundongo transgênico H2L2 da Harbor BioMed.
Os anticorpos monoclonais já provocaram uma revolução no tratamento do câncer tornando-se alguns dos mais vendidos no mundo. 
Segundo os pesquisadores, essa descoberta pode dar uma base sólida para outras pesquisas e iniciar o desenvolvimento de “um potencial tratamento para Covid-19”.
Mais pesquisas são necessárias para verificar com qual precisão o anticorpo derrota o vírus, diz o professor e coordenador do estudo, Berend-Jan Bosch, da Universidade de Utrecht.

UM MÊS DE "TRABALHO EM CASA": AS LIÇÕES QUE O CONGRESSO ESTÁ APRENDENDO

GAZETA DO POVO


Um mês de “trabalho em casa”: as lições que o Congresso está aprendendo

Por Olavo Soares
Brasília[30/04/2020] [20:27]


Projeção no prédio do Congresso Nacional homenageia profissionais da saúde que estão na linha de frente do combate ao coronavírus: produtividade dos parlamentares cresceu com sessão virtual.| Foto: Roque de Sá/Agência Senado

A sessão virtual da Câmara dos Deputados que discutiu a medida provisória do contrato verde e amarelo (MP 905) se arrastou por mais de sete horas no dia 14 de abril. Integrantes da oposição contestaram a proposta, fizeram obstrução e a votação só se deu quando, depois de muita divergência, os parlamentares deliberaram sobre um texto mais simplificado. Esse é um cenário rotineiro no Congresso Nacional. A votação dessa MP, porém, ficou marcada por ter sido a primeira sessão remota tumultuada por discussões e impasses entre parlamentares, que estavam trabalhando de casa, separados por centenas e milhares de quilômetros.

O sistema de votação a distância está em funcionamento na Câmara e no Senado desde o fim de março, e foi implantado para garantir a continuação dos trabalhos legislativos em tempos de afastamento imposto pela pandemia do coronavírus. Nesse período, vários projetos de lei foram aprovados em sessão virtual justamente para fazer frente à crise sanitária que atinge o país. Por meio do aplicativo instalado no smartphone ou computador, os parlamentares marcam presença na sessão, debatem temas, orientam votos, discursam e votam, tudo pela internet.

A dificuldade identificada na sessão virtual da MP 905 foi considerada por parlamentares como uma espécie de "prova de choque" para testar a dinâmica da votação a distância, uma demonstração de que a plataforma está pronta para dias mais complexos. Até o momento, tanto senadores quanto deputados têm elogiado os sistemas das duas casas. As críticas que existem são a aspectos pontuais.


Outra votação remota de relevo foi a proposta de emenda à Constituição do Orçamento de Guerra. Na Câmara, a plataforma possibilitou que a PEC fosse votada em uma sexta-feira, dia em que habitualmente as deliberações são raras no Congresso.

“O sistema virtual que desenvolvemos é uma forma de garantir a saúde de todos, evitar a propagação do vírus pela Câmara, mas permitindo que o Parlamento continue funcionando. É importante que a Câmara continue funcionando, principalmente num momento de crise como este. É o que a sociedade espera dos poderes Executivo, Legislativo, Judiciário: que estejam trabalhando e construindo as soluções para o enfrentamento da crise", afirmou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, em nota enviada à Gazeta do Povo.


Home office garante casa cheia no Senado e na Câmara
Nenhuma sessão virtual da Câmara teve quórum inferior a 478 deputados.| Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados
O efeito mais chamativo da adoção das votações virtuais é o aumento na participação dos parlamentares. A sessão virtual em que o texto base da PEC do Orçamento de guerra foi aprovado em primeiro turno no Senado contou com a presença de 81 senadores — ou seja, de todos os membros da casa. No da votação em segundo turno, o quórum foi de 80 senadores. Em outras quatro votações realizadas pelo Senado em abril, a menor participação foi de 76 parlamentares.

Como comparação, em abril de 2019 o Senado fez a votação de quatro PECs. O maior quórum registrado nas ocasiões foi de 69 integrantes, em 23 de abril, para a apreciação da PEC 31.


Na Câmara, o quadro é similar. Levantamento feito pelo site Poder360 identificou que nenhuma das sessões virtuais teve quórum inferior a 478 deputados. O número é superior ao maior quórum identificado em uma sessão deliberativa extraordinária presencial do ano, que foi de 476 integrantes.

Além do fato de não exigir o deslocamento dos parlamentares a Brasília, outro elemento que ajuda na elevação do quórum é a praticidade do sistema — basta um registro, que pode ser feito por meio de um aplicativo de celular. No caso da Câmara, a presença fica gravada ainda que o deputado não acompanhe a sessão, apenas marcando seu nome no início.

"O sistema tem correspondido às expectativas", afirmou a deputada Christiane Yared (PL-PR). A opinião é endossada pelo também deputado Alex Manente (Cidadania-SP): "está sendo uma experiência positiva. O sistema é eficiente. Na falta de reuniões presenciais tem sido uma alternativa segura, e que pode ser pensada mesmo para depois da pandemia para alguns tipos de votação".

O deputado João H. Campos (PSB-PE), embora também elogie a plataforma, aponta um campo para melhoria. "Precisa realizar mais sessões, incluindo sessões de debates. Hoje, os deputados sentem uma necessidade maior de ter a oportunidade para falar e para fazer pronunciamentos que, normalmente, se davam nas sessões de debates da Câmara. Agora, só estão ocorrendo sessões deliberativas".

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Na nota enviada à reportagem, o presidente Rodrigo Maia declarou: "o que é levado a votação por este sistema é aquilo que é apoiado por uma maioria muito grande ou até mesmo por todos os partidos e todas as lideranças. Assim, conseguimos ter um processo de maior agilidade, já que este momento requer exatamente mais urgência nas votações das matérias". O deputado, entretanto, foi cobrado a evitar pautar matérias controversas para votação virtual, justamente pelas dificuldades encontradas no dia da apreciação da MP do contrato verde e amarelo.


Para o deputado Manente, apesar de aquela sessão ter registrado controvérsias, foi "um bom teste" das capacidades do sistema.

"Foi uma sessão onde a oposição mostrou o seu papel e a sua capacidade de conduzir um debate, de fazer a obstrução, que é um direito regimental, é um direito previsto para as minorias. O sistema virtual também dá esse direito à obstrução. Isso foi importante e é comum a gente ver sessões se arrastarem para dentro da madrugada, inclusive em sessões presenciais, como muitas vezes, na Câmara, nós já vivenciamos. Então, mostrou que o sistema funciona e que funciona também quando é necessário fazer algum tipo de obstrução", acrescentou João H. Campos.

Um impasse maior em torno da sistemática virtual foi registrado no Senado, onde alguns parlamentares afirmaram que emendas à Constituição não deveriam ser apreciadas a distância. O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) chegou a entrar com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a proibição da votação remota de PECs. O pedido foi rejeitado. Para o parlamentar, os congressistas deveriam considerar a presença no Senado, do mesmo modo que fazem os trabalhadores de atividades essenciais.

Para deputados que conversaram com a Gazeta, a votação remota de uma PEC pode ser efetuada no contexto atual, mas deve ser evitada em período de normalidade. "Não vejo problema algum em votar PEC pelo aplicativo enquanto estivermos de quarentena, mesmo sabendo que o ideal seria ser presencial. Mas, em um momento como este, o Parlamento tem dado a resposta necessária", disse Yared.

"O sistema é seguro para votar qualquer projeto, inclusive uma PEC. Em um momento como o atual, podemos sim fazer a distância a votação de uma PEC. Mas passada a pandemia, deveríamos fazer discussões e votações de PEC apenas no modo presencial", acrescentou Manente.


"As matérias mais polêmicas e mais relevantes eu acredito que devem ser votadas de maneira presencial, salvo aquelas que têm extrema urgência, como foi a emenda à Constituição do Orçamento de guerra. Essa era emergencial e teria que ser votada de maneira imediata", destacou Campos.

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AVISO IMPORTANTE



AVISO IMPORTANTE
CONTRATAÇÃO DE MILITARES INATIVOS PARA O DESEMPENHO DE ATIVIDADES DE NATUREZA CIVIL NO INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL (INSS)

1. A Portaria nº 10.736, de 27 de abril de 2020, do Ministério da Economia, autoriza o INSS a realizar chamamento público para contratação temporária de praças e oficiais inativos, limitados à graduação de segundo-sargento e ao posto de capitão, para atuarem nas atividades relacionadas à previdência social, especialmente no atendimento voltado à eliminação e ao represamento de requerimentos de benefícios administrativos pelo Instituto Nacional do  Seguro Social - (INSS).

2. O edital de chamamento público será publicado, a partir de hoje, no Portal do INSS (www.inss.gov.br/) nas seguintes condições:

- a seleção, contratação  e remuneração dos militares inativos é encargo do INSS, nos termos do Decreto nº 10.210, de 23 janeiro de 2020;

- período de inscrição: de 4 a 10 de maio de 2020;

- período de contrato, de doze meses, a partir da data do início das atividades;

- vagas para praças (limitado à graduação de segundo-sargento) para desenvolverem atividades nas agências do INSS em todo o país; e

- vagas para oficiais (limitado ao posto de capitão) para desenvolverem atividades nas instalações do INSS em Brasília-DF.