Companhia dos Aposentados

Tribuna dos Aposentados, Pensionistas e Trabalhadores do Brasil

Jornal do Brasil

A reforma da Previdência e o fundo do poço

Senador Paulo PaimJornal do Brasil
Todos os governos que foram eleitos após a redemocratização tentaram reformar a Previdência Social com a alegação de que ela é deficitária e a qualquer momento pode explodir. O atual, tendo à frente, Michel Temer, vem agora como uma avalanche a atacar os direitos dos aposentados e dos trabalhadores.  A proposta de emenda à Constituição (PEC 387/2016) tramita na Câmara dos Deputados e já recebeu parecer favorável na Comissão de Constituição e Justiça.
Há dois objetivos nesta reforma. Primeiro é o da retirada de direitos dos trabalhadores, enrijecendo as regras para a concessão de aposentadorias, aumentando a idade mínima para 65 anos, desvinculando a correção dos benefícios previdenciários do salário-mínimo e do crescimento do PIB. A reforma vai prejudicar a todos os aposentados, os trabalhadores da ativa e aqueles que se preparam para entrar no mercado de trabalho. O segundo objetivo é para beneficiar o sistema financeiro e os bancos. A estratégia é desmoralizar a previdência pública brasileira para fortalecer a previdência privada.
Outros pontos a serem observados: fim da aposentadoria por tempo de contribuição. Unificação com aposentadoria por idade com carência de 25 anos; fim da aposentadoria especial por atividade de risco para policiais; limitação da redução da idade e contribuição para aposentadoria especial a 5 anos; proibição de acumulação de pensões e aposentadorias; fim do regime de contribuição do trabalhador rural com base na produção comercializada; entre outros. Já os militares das Forças Armadas e das Polícias Militares e Corpo de Bombeiros não foram incluídos nesta reforma.
Agora, você deve estar se perguntando. Sim, mas o que tudo isso vai influenciar na minha vida? Um homem ou uma mulher que começar a trabalhar com 16 anos, por exemplo, para se aposentar com 65 anos, como quer o governo, terá que contribuir praticamente por 50 anos. Quem começar a trabalhar com 20 anos vai ultrapassar os 70 anos para poder se aposentar, e assim por diante.  Com todo respeito, mas isto é quase na hora da morte. Já trabalhador rural começa a trabalhar muito antes dos 16 anos de idade, segundo o IBGE. E nós sabemos que é um trabalho muito mais penoso. Portanto, o que está em jogo é a garantia de uma vida com dignidade.  
Observem também o horizonte dessa reforma. Hoje, são pagos 32,7 milhões de benefícios, incluindo 9,7 milhões de aposentadorias por idade, 7,4 milhões de pensões por morte, 5,4 milhões de aposentadorias por tempo de contribuição e 3,2 milhões por invalidez, entre outros. O peso desses números é enorme, com impacto social e econômico.
A reforma vai atingir os municípios. Hoje, dos 5.566 municípios, em 3.875 (70%) o valor dos repasses aos aposentados e demais beneficiários da Previdência supera o repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Mais ainda, em 4.589, ou 82% do total, os pagamentos aos beneficiários do INSS superam a arrecadação municipal. É com o pagamento aos aposentados que a economia e o comércio dessas cidades giram.
Importante destacar que existe uma relação de causa e efeito entre a PEC 55 do teto, já sancionada, e a reforma da Previdência. É através dessa reforma que o governo tapará o buraco criado com a lei do teto. Em tempo: a PEC 55 limitou os investimentos públicos, por 20 anos, em saúde, educação, segurança, infraestrutura, entre outros. Ou seja, ela comprometeu os direitos sociais da Constituição.     
A Previdência integra o sistema de proteção criado na Constituição de 88, chamado de Seguridade Social, que inclui o tripé Previdência, Saúde e Assistência Social. A Previdência tem caráter contributivo e filiação obrigatória, a Saúde é um direito de todos e Assistência Social, destinada a quem dela precisar.
Esse sistema tem recursos próprios, conta com diversas fontes de financiamento, como contribuições sobre a folha de pagamento, sobre o lucro e faturamento das empresas, a contribuição de empregado e empregador, sobre importações e mesmo parte dos concursos de prognósticos promovidos pelas loterias da Caixa Econômica. Se há anos eles dizem que há déficit, há anos os números mostram justamente o contrário.
A Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil divulga anualmente a publicação Análise da Seguridade Social e os superávits são sucessivos, a saber: saldo positivo de R$ 59,9 bilhões em 2006; R$ 72,6 bilhões, em 2007; R$ 64,3 bi, em 2008; R$ 32,7 bi, em 2009; R$ 53,8 bi, em 2010; R$ 75,7 bi, em 2011; R$ 82,7 bi, em 2012; R$ 76,2 bi, em 2013; R$ 53,9 bi, em 2014.
Em 2015 não foi diferente. O investimento nos programas da Seguridade Social, que incluem as aposentadorias urbanas e rurais, benefícios sociais e despesas do Ministério da Saúde, entre outros, foi de R$ 631,1 bilhões, enquanto as receitas da Seguridade foram de R$ 707,1 bi. O resultado, mais uma vez positivo, foi de R$ 24 bilhões – nada de déficit!
E para agravar ainda mais o cenário, o Congresso promulgou uma proposta de Emenda à Constituição prorrogando a Desvinculação das Receitas da União (DRU) até o ano de 2023, e ampliando de 20% para 30% o percentual que o governo pode retirar dos recursos sociais. Isso significa a saída de R$ 120 bilhões por ano do caixa da Seguridade.
Todos esses números aqui expostos mostram que a Previdência Social garante cidadania e movimenta a economia. O atual governo não pode mais encobrir os problemas do país, como assim fizeram os anteriores, e colocar a conta nas costas do trabalhador.  
Em vez de buscar soluções para o crescimento econômico, como uma efetiva e verdadeira reforma tributária, a revisão do pacto federativo, o estabelecimento de taxas de juros que estimulem o mercado sem empobrecer a população, a valorização do salário mínimo, a cobrança de sonegação de impostos, que hoje ultrapassa a casa de 1 trilhão de reais, o governo do presidente Temer, infelizmente, ataca o seguro social dos brasileiros.
Não precisamos reformar a previdência. Os trabalhadores e o povo brasileiro não merecem pagar o pato pelo descaso dos governantes. A incompetência, a disputa do poder pelo poder, a ganância da corrupção, a falta de vergonha na cara de quem governa, independentemente de partido político, a apropriação do Estado por grupos como fosse um bem privado, leva, sem dúvida alguma, qualquer país do mundo ao fundo do poço.
Faz-se necessário uma grande mobilização com a realização de congressos estaduais, objetivando a criação de uma frente ampla nacional e a coleta de assinaturas para a apresentação de uma emenda popular contra esta reforma.
Senador Paulo Paim (PT/RS)

A IMORAL E DESUMANA REFORMA DA PREVIDÊNCIA SOCIAL DO BRASIL



Prezados Senhores Parlamentares:

Encaminho-lhes para os devidos fins o coerente veredicto final do senhor Ricardo Bergamini sobre a atuação da nossa infeliz e má administrada Previdência Social. Acho que não resta a menor dúvida para quem ainda a tinha de que os segurados do INSS mais desamparados e penalizados são os do RGPS (superavitário), cujos trabalhadores da iniciativa privada tiveram durante duas décadas defasagens forçadas e indevidas, por terem seus visados benefícios previdenciários atualizados de modo arbitrário, com percentuais inferiores ao do piso, enquanto dois terços dos seus pares do mesmo regime também eram agraciados com o mesmo índice dado ao salário mínimo!! Pode existir medida mais estapafúrdia do que esta?? Para completar tal afirmação, é oportuno frisar que os liberados sempre contribuíram para o INSS com valores menores??!! Cadê a coerência, justiça e o bom senso?

Desejo um Feliz Natal para todos e um Ano Novo promissor com votações plenárias mais justas e humanas, principalmente para os eternos aposentados injustiçados.     
 Almir Papalardo.
Em Quinta-feira, 22 de Dezembro de 2016 5:05, Ricardo Bergamini <ricardobergamini@ricardobergamini.com.br> escreveu:


Prezados Senhores
Tendo em vista publicação do “Anuário Estatístico da Previdência”, com base no ano de 2015, republico o estudo abaixo com os números definitivo do referido ano sobre o assunto em pauta.
 
Somente os sábios enxergam o óbvio (Nelson Rodrigues)
A imoral e desumana Previdência Social do Brasil
Ricardo Bergamini
 
- Em 2015 o Regime Geral de Previdência Social (INSS) destinado aos trabalhadores de segunda classe (empresas privadas) com 100,6 milhões de participantes (71,1 milhões de contribuintes e 30,5 milhões de beneficiários) gerou um déficit previdenciário da ordem de R$ 85,8 bilhões.

- Em 2015 o Regime Próprio da Previdência Social destinado aos trabalhadores de primeira classe (servidores públicos) – União, 26 estados, DF e 2087 municípios mais ricos, com apenas 9,8 milhões de participantes (contribuintes e beneficiários) gerou um déficit previdenciário da ordem de R$ 121,6 bilhões.

- Em 2015 a previdência social brasileira total (RGPS E RPPS) gerou um déficit total de R$ 207,4 bilhões, cobertos com as fontes de financiamentos (COFINS e CSSL) que são uma das maiores aberrações e excrescências econômicas e desumanas já conhecidas, visto que essas contribuições atingem todos os brasileiros de forma generalizada, mesmos os que não fazem parte do grupo coberto pela previdência, tais como: os desempregados e os empregados informais sem carteira de trabalho assinada, contingente composto de quase a metade da população economicamente ativa. Esses grupos de excluídos estão pagando para uma festa da qual jamais serão convidados a participar.

- Somente os ignorantes, com opinião formada sobre tudo, podem defender uma excrescência econômica e desumana desta magnitude, e ainda se colocarem como sendo socialistas.
 
- Um grupo de trabalhadores de primeira classe (servidores públicos) composto por 13,3 milhões de brasileiros (ativos, inativos, civis e militares) que representam apenas 6,39% da população brasileira, sendo 2,2 milhões federais, 4,6 milhões estaduais e 6,5 milhões de municipais gastaram em 2015 o correspondente a 14,98% do PIB. Esse percentual representou 46,18% da carga tributária que foi de 32,44% do PIB em 2015.
 
- Essa bomba relógio foi montada de longa data, e até hoje, sem nenhuma indignação da sociedade brasileira, agora somente nos resta assistirmos a falência total do sistema, começando pelos estados e municípios (já fazendo parte das manchetes atuais da imprensa) o do INSS que já vem falindo paulatinamente de longa data, ou seja: se aposenta com um valor em salários mínimos, e em 10 anos o segurado estará recebendo a metade do valor em salários mínimos. E a União, como sempre o Brasil foi um país totalitário e centralizador (nossa democracia é meia-sola), jamais será atingida.

Ricardo Bergamini
(48) 9636-7322
(48) 9976-6974
Membro do Grupo Pensar+ www.pontocritico.com

OS CONGRESSISTAS SOMENTE REAGEM A PRESSÃO PÚBLICA E NOMINAL


Prezado amigo Fernandes, e demais

A Cobap deveria fazer publicar isso (fotos da canalhada) como uma mensagem de “boas festas” a todos aposentados em jornais de grande circulação.

Não seriam necessários muitos veículos de comunicação, apenas em  sete ou oito localidades: SP ; Rio; Bahia; Paraná; Rio Grande do Sul; Santa Cataria, Minas e Brasília. A repercussão acabaria sendo nacional.

Óbvio que poderia e deveria contar com auxílio material e financeiro das federações regionais...Tal qual, essas mesmas entidades, em ação coordenada, divulgarem em seus “jornaizinhos”, sites etc.. Além disso, não deveriam esquecer de fazer constar do referido material o nome/imagem de  TODOS os canalhas que não estavam  presentes ou se abstiveram na votação daquela sessão; pois abster-se e/ou ausentar-se, significa votar a favor de qualquer maioria ou intento e por mais espúrio que seja. Além disso, esses canalhas recebem para deliberar e não para se absterem.

Provavelmente seria a maior prática contributiva que a COBAP daria a TODOS aposentados, e em especial aos seus associados. Não tenho notícias de algo que ela tenha feito com tamanho potencial de atingir o amago decisório ao futuro e dignidade dos aposentados. É preciso bater firme e forte – menos blá-blá

Os congressistas somente reagem à pressão pública e nominal.
Dada a imensidade de informações com que entulham nossos computadores, telejornais etc..  – tão somente expondo a canalhada (nominalmente) e seus feitos no Congresso é que podemos prejudicar a ação do corporativismo dessa classe espúria que ainda denominados de políticos e representantes do povo.

Um grande abraço

Oswaldo



O presidente da COBAP, Warley Martins Gonçalles, vem a público denunciar que a admissibilidade da Reforma da Previdência é fruto de manobras ilegais, imorais e antiéticas da base de Michel Temer.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC 287) foi votada recentemente em Brasília por volta das 3 horas da manhã, depois de dez horas de discussão na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

Os partidos governistas substituíram, na última hora, deputados que os representavam e eram contrários à matéria por outros, que se posicionaram favoravelmente.

A manobra, chamada de "gambiarra", ocorreu sem qualquer protocolo prévio da comissão autorizando essas trocas, como exige o regimento interno da Casa.

Mesmo com o primeiro avanço da PEC 287, o governo não pode contar vitória. O resultado da votação foi de 31 votos favoráveis à matéria e 20 contrários.

A diferença considerada pequena para os padrões da CCJ, mostra a dificuldade que os vassalos da Presidência da República terão para aprovar a medida, daqui por diante. Ou sairá mais caro.

A COBAP e suas entidades parceiras estão de olho e continuarão denunciando os parlamentares desleais com o povo e protestando contra essa profana reforma previdenciária. 

TRABALHADOR PODERÁ SACAR FGTS DE EMPREGO ANTIGO


DO JORNAL AGORA - SÃO PAULO

Grana
22/12/2016

Trabalhador poderá sacar FGTS de emprego antigo

Leda AntunesVanessa Sarzedas e Folha de S.Paulo
do Agora
O governo vai autorizar o saque de até R$ 1.000 de contas inativas do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).
A ideia é permitir a retirada de contas inativas com saldo de até dez salários mínimos, R$ 8.800 hoje.
Uma conta é considerada inativa quando para de receber os depósitos do patrão, após o contrato de trabalho ser encerrado.
Segundo a Caixa, o trabalhador tem uma conta para cada empresa, que é vinculada ao PIS.
Se foi demitido e não sacou a grana ou pediu demissão, a conta é inativa.
Ao final de 2015, o FGTS tinha 5,3 milhões de contas inativas com saldo, paradas há menos de cinco anos.