Companhia dos Aposentados

Tribuna dos Aposentados, Pensionistas e Trabalhadores do Brasil

RIXA INSENSATA ENTRE POLÍTICOS E APOSENTADOS

PREZADOS SENHORES PARLAMENTARES: É muito triste para o BRASIL assistir esta acirrada guerra desumana entre trabalhadores aposentados e nossos parlamentares. São os parlamentares o sustentáculo da nossa democracia, e os aposentados, são os nossos velhinhos que muito fizeram no passado para o engrandecimento da nossa amada pátria. Os trabalhadores do passado, agora aposentados, reclamam da nossa atual política social, quando eles, desfavorecidos pela velhice, ainda sentem no íntimo que foram relegados pelos nossos Poderes Públicos, não tendo mais no período acima que somam duas décadas, nenhum favorecimento por Projeto e/ou Medida favorável aos seus interesses como cidadão comum!! Estão amargando um preconceito e/ou discriminação contra a sua condição, agora de inativos. Seus Projetos e/ou Emendas, todos, foram vetados nos últimos governos. Em 1998 sofreram um terrível e profundo golpe inicial, quando o presidente Fernando Henrique Cardoso, com o coração empedernido, desvinculou o reajuste de um terço dos aposentados do RGPS da correção efetuada no salário mínimo. Os outros governos, ao invés de afrouxar um pouco a corda que enforcava este um terço de aposentados, apertou-a ainda mais, resultado que somado todos os prejuízos imposto por esses algozes presidentes, já ultrapassaram um surrupio acima de 81%! E o tempo passa não ensejando a nenhum parlamentar mesmo consciente da pouca aprovação alcançada pelos aposentados e pensionistas, entre os 594 congressistas, se acomodam, deixando tristes mais de dez milhões de aposentados, angustiados e melindrados, ante a visão de que sua aposentadoria se não for mudado tal covarde critério, ficará reduzida apenas ao piso pago pela Previdência. E agora? Seus maiores descontos para o INSS no período ativo não passaram de promessas falsas para uma aposentadoria melhorada pelos descontos maiores feitos para a Previdência? No final do ano passado apesar de termos conseguido no eCidadania reunir mais de 66 mil apoios, quando a exigência para este até então acreditado documento para a sociedade exigia 20 mil assinaturas, o nosso 14º Salário Emergencial foi para o espaço ficando no esquecimento! Há ou não há má vontade ferrenha contra os idosos aposentados? Seria muito fácil até reunir se houvesse interesse e coragem por parte de alguns, para conseguir somar assinaturas de muitas dezenas de parlamentares dispostos a fazer enfim justiça aos velhos vilipendiados! ... Uma grande equipe reunida, criaria uma irresistível força, sanando a covardia e insensatez aplicada nos aposentados que tiveram as suas aposentadorias um pouco superiores ao PISO pago para nosso sistema previdenciário ... Cordialmente. Almir Papalardo. ** RIXA INSENSATA ENTRE POLÍTICOS E APOSENTADOS ** Por que entre os 594 parlamentares, Os aposentados não tem defensores? O seu amparo ficará eternamente nulo? Congressistas têm por eles amor chulo? Não querem defender velhos aposentados? São seres já no fim, dispensando cuidados? Não compensa lutarem pelos seus direitos? São desprovidos de razões ou preconceitos? Lutam por novatos que estão no pico da vida! Os idosos queiram ou não já estão de partida, Enquanto novos ainda lhes dão boa guarita! Velhos não devem pensar em bem individual. Devem rezar para o ingresso na vida celestial. Serão mais beneficiados na esfera espiritual. = F I M =

O PL 4434/08 PODE VIRAR CARTA DE ALFORRIA?

O PL 4434/08 Pode Virar Carta de Alforria? PREZADOS SENHORES PARLAMENTARES: O PL 4434/08, um dos projetos mais iluminados que favorecem os cidadãos mais idosos da nossa sociedade, permanece inerte e obstruído nas gavetas da Câmara dos Deputados! Não se pode entender como uma Casa Legislativa criada justamente para desabonar atitudes como esta, se encontra omissa e tendenciosa, ignorando um projeto de lei que já foi aprovado pelo Senado. A Câmara tem autonomia para saber se um projeto ou emenda é boa ou não para vigorar na nossa constituição. Mas, tinha que proceder como indicam as normas, ou seja, confirmar ou não o projeto através de discussões e votações plenárias. O PL 4434/08 esta escondido nos arquivos da Casa. Os aposentados e todos os trabalhadores da ativa solicitam uma solução urgente para este desagradável e imprudente impasse. Atenciosamente, Almir Papalardo. * O PL 4434/08 PODE VIRAR CARTA DE ALFORRIA? * Amigos não reconhecidos pela Previdência Social, Vamos reabilitar o projeto do aposentado 4434/08? Vamos colocá-lo em votação no Congresso Nacional? Esta ação livrará o aposentado de permanecer afoito. O projeto está emperrado na Câmara dos Deputados, Desde o ano de 2008, prejudicando os aposentados, Sempre encurralados pelos desumanos e debochados! Aposentados sempre foram descartados e humilhados! Homens sem alma querem transformar-nos em carcaça! Embaraçam aposentados brutalmente! Nada que empeça! Pobres aposentados, sempre são lançados na desgraça! Cadê nossos super-heróis, políticos com fibra e coerência? Com a coragem suficiente para libertar velhos sem vitória? Conclamo-os exibirem suas decisões nos píncaros da glória! = S 0 L U Ç O S =

O QUE A SOCIEDADE ESPERA DO POLÍTICO?

PREZADO SENHOR PARLAMENTAR: Com a mais pura intenção de suscitar consciências sem intenção de criar afrontas, segue abaixo uma poesia que revela uma crueldade oculta, que ainda não foi observada pela maioria dos políticos. Os aposentados e pensionistas esperam a compreensão e providências advindas por parte de vossas excelências, dedicando um pouco mais de atenção para o Sistema Previdenciário, onde ainda permanecem grandes e indevidas injustiças. Um terço dos aposentados proibidos de receberem a mesma correção dado ao SM, que o diga!!! Cordialmente. Almir Papalardo. * O QUE A SOCIEDADE ESPERA DO POLÍTICO? * O que esperamos na verdade de um político? Dele esperamos sempre atuação apropriada. Um parlamentar que dê ouvidos ao seu público. Que analise reclamações com a mente apurada! Que cuide do povo com mesmo tratamento igualado. Perguntem se não é isto que queria um aposentado! Resposta seria: Direitos iguais para novo e envelhecido. Justificada razão!! O aposentado sempre foi preterido. Como ativo foi exigido demais! Como inativo perdeu direitos. Como ativo descontos cresciam, já inativo menores aumentos! Aplicam tal monstruosidade há 22 anos sem ouvir argumentos. Nunca nos apareceu um herói para consertar tal disparate! Aposentados e pensionistas ainda esperam por um milagre. Afinal por que o segurado do RGPS não acha quem o salve? Almir Papalardo.

AS MARAVILHAS QUE A VIDA NOS LEGOU

AS MARAVILHAS QUE A VIDA NOS LEGOU No instante fascinante da fecundação começa a contagem progressiva e regressiva do nascer e do morrer de um ser humano na terra, com a sua planilha de vida já estabelecida. Assim, aceitamos a alegria do nascer, mas repudiamos a certeza do morrer. As várias fases da nossa existência neste mundo vão se sucedendo de mãos dadas com o tempo até chegarmos aos 80. A partir daí notamos que o tempo se afastou de nós e passou a correr na nossa frente com uma incrível velocidade “tudo parece que foi ontem”. Como compensar as perdas irreparáveis que a idade traz? Em vez de lutar para não envelhecer também a nossa alma, devemos lutar para não nos entediar. Seguir trabalhando, viajando, lendo, escrevendo, se relacionando, se interessando e se renovando. Porque se desesperarmos, aí sim, não restará mais nada. Destarte, ano após ano, ao festejarmos com sabedoria, mesmo com as nossas sequelas, o final inexorável da jornada, estaremos exercitando a nossa desejada paz de espírito. A própria natureza humana nos conforta para encarar as limitações físicas e emocionais da terceira idade com resignação, para que a nossa vida de idoso seja de calma, alegria e bem estar, dentro dos limites que a longevidade nos outorgou. Não podemos negligenciar as visitas aos médicos, os remédios de uso permanente e os tombos ocasionais. Os nossos músculos não aceitam mais empurrar uma mesa ou levantar um objeto acima das nossas cabeças. Mesmo assim, é normal e indiferente olharmos no espelho o nosso rosto enrugado, os nossos cabelos brancos e os nossos ouvidos surdos e verificar que fomos premiados com mais alguns aninhos de vida. Uma das incertezas dos jovens é pensar na crueza e na limitação da vida, quando se aproximar a terceira idade. Nada mais incorreto. É normal e prazeroso ser idoso. É deitar à sombra, sentindo a aragem da vida amaciar o nosso desgastado corpo. Até os neurônios já combalidos pelo constante uso, ainda conseguem injetar grandes alegrias e qualidade de vida para compensar a perda do vigor físico, já em processo de decadência. Os sonhos se multiplicam, a nossa criatividade ganha dimensões nunca imaginadas, com os valores morais e algumas fantasias compensando a rabugice e outros distúrbios próprios da idade madura. A vida longeva é um manancial de conquistas muitas vezes negadas aos mais jovens em razão da correria destes para vencer na vida. Encaramos com curiosidade, mas com pouca emoção as boas e as más notícias. Nas longas filas dos caixas das lojas, bancos e mercados não fazemos cara feia na exaustiva espera e, até abrindo mão da prioridade aos idosos. Ao atravessarmos uma rua movimentada, ajudados pela bengala ou pela mão de um jovem, o fazemos com a mesma alegria de um cãozinho puxado pela coleira. A morosidade dos movimentos, a visão comprometida e os ouvidos surdos tornam-se uma verdadeira distinção para nos poupar a azáfama de ver e ouvir tolas desventuras deste mundo em ebulição. Os idosos não se importam mais em receber elogios, negar um favor ou emprestar dinheiro, pois não podem mais ser taxados de pedantes, ingratos ou sovinas. Os atropelos da vida moderna não mais os assustam. Os achaques, as doencinhas e os remédios permanentes não lhes causam nenhum transtorno. Os desejos sexuais não os incomodam mais com as suas incertezas, pois o verdadeiro e puro amor atinge o ápice de qualidade nesta esplendorosa fase da vida, com as rugas das nossas companheiras já brotando e a cumplicidade de, ainda, nos aquecer à noite e nos velar durante o dia para aumentar o nosso bem estar. A nossa razão intuitiva nos convida a ler muito, meditar e ter ímpetos literários e narrativos. A única covardia que se fazem aos longevos é a limitação do tempo que ainda lhes restam para apreciar as maravilhas da vida. Do zero aos oitenta os seres humanos ganham anos infindáveis para sobreviverem com garra, merecimento e sonhos. A partir dos oitenta vislumbra-se uma sonegação ingrata dessa preciosa concessão para o idoso curtir os seus desígnios. A ciência precisa intensificar as suas pesquisas para encontrar a chave do tempo, destinada a alargar a faixa da permanência na terra às pessoas da terceira idade, para saborearem as delícias desta bela e doce aventura terrena. José Batista Pinheiro, Cel EB Ref, aos 90 (Rio de Janeiro, 22.04.2021)