Companhia dos Aposentados

Tribuna dos Aposentados, Pensionistas e Trabalhadores do Brasil

Mostrando postagens com marcador POLÍTICA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador POLÍTICA. Mostrar todas as postagens

CARTA AO DEPUTADO ROMÁRIO, ENVIADA EM 1º/10/2011


Brasil Dignidade

Belém-PA, 1º de outubro de 2011

Ao
Excelentíssimo Senhor
ROMÁRIO
DD Deputado Federal
Brasília-DF

Senhor Deputado,

Excelência permita-me iniciar a minha oração, com esse tratamento formal, nem tanto pela liturgia do cargo, mas, pelo que o senhor representou para o povo brasileiro quando no trato da bola, à época de jogador de futebol. Naquele particular, o senhor foi uma EXCELÊNCIA com todas as letras maiúsculas. Hoje, tratar um Deputado com esse título é um tanto quanto inoportuno, pois, são poucos os seus colegas, com raras e honrosas exceções, que são dignos de tal tratamento.

Dou-lhe o título de Excelência com o maior respeito pelos motivos acima expostos e pelos seus méritos no exercício da função de Deputado Federal, considerando a sua independência, não se submetendo aos costumes da Casa Legislativa, onde os interesses do povo são relegados, prevalecendo os interesses dos conchavos politiqueiros, não importando se os interesses do povo serão prejudicados.

Nobre Deputado, o que me motivou escrever-lhe esta carta, foi à busca do seu apoio para uma classe que está sendo espezinhada pelo governo federal há mais de 15 anos. O sofrimento desta classe também tem na Câmara Federal, uma grande parcela de culpa.

Estou falando dos 8,4 milhões de aposentados e pensionistas e dos milhões de trabalhadores da ativa e dos contribuintes autônomos, aposentáveis. Estão engavetados pela Presidência da Câmara, os Projetos Legislativos 01/07, 3299/08 e 4434/08, aprovados por unanimidade pelo Senado Federal e que, por ordens do Palácio do Planalto, à época do Presidente Luiz Inácio, hoje, mantida a mesma ordem pela Presidente Dilma Rousseff, para que esses Projetos não sejam levados à votação, pois, o governo considera que, se votados a favor dos aposentados, haverá uma quebra da Previdência Social.

Isto não é verdade! A Previdência Social tem três Regimes: O Regime Geral da Previdência Social/Urbano (iniciativa privada), que é SUPERAVITÁRIO; o Regime Geral da Previdência Social/Rural, que é DEFICITÁRIO, pois a maioria absoluta dos beneficiários, sem nexo contributivo, faz parte do Programa Assistencialista do governo, cujas despesas deveriam ser imputadas ao Tesouro Nacional; e o Regime Próprio da Previdência Social/Funcionários dos governos federal, estaduais e municipais. Este, também DEFICITÁRIO.

Veja nobre Deputado, o RGPS/Urbano que produz SUPERÁVIT, representa 8,4 milhões de aposentados e pensionistas, que recebem seus benefícios acima do piso de referência, imposto pela Previdência Social. Esses cidadãos e cidadãs estão pagando um preço muito alto para quem contribuiu compulsoriamente com valores acima do piso de referência, durante toda uma vida laboral, acreditando que no final de suas vidas, teriam a reciprocidade. Ledo engano! Esses beneficiários hoje têm defasagem acima de 50% nos seus benefícios, motivada por uma política perversa, desleal, desonesta e incompetente do governo federal. Por essa política genocida, todos os anos, acima de 250 mil desses aposentados e pensionistas caem para a vala comum dos recebem somente um salário mínimo, embora tenham contribuído para receberem mais.

Os Projetos acima citados foram apresentados pelo Senador Paulo Paim, do PT, Partido do governo, cujo governo, sem nenhum constrangimento, nega a sua tramitação na Câmara Federal. O Presidente da Câmara, que, por ser do Partido do governo, desmerecendo os interesses do povo brasileiro, dá guarida a essa sanha perversa de um governo que foi eleito para beneficiar e não prejudicar os milhões de idosos que se encontram nessa difícil situação.

O pior, é que os 512, dos 513 Deputados, concordam com esse genocídio. O Movimento Brasil Dignidade aos Aposentados e Pensionistas, criado para lutar pela defesa da nossa dignidade, atua através da Internet, escrevendo artigos para blogs, jornais, revistas nacional e internacional, denunciando tais atrocidades. O Movimento, com os seus seguidores, fazem veementes apelos para os Deputados, Senadores, governo, entidades tais como OAB, CNBB, STF e tants outros, solicitando apoio para que os Projetos sejam pautados para votação, porém, nada disso tem surtido efeito.

O que estou sugerindo ao nobre Deputado é a sua adesão à nossa causa. O senhor vem demonstrando credibilidade e vem expondo para o povo brasileiro, que não está ali para brincadeira. No início, tentou-se não lhe levar a sério, achando que o senhor estava ali, só para faturar! Que tal o senhor se juntar com um grupo de Deputados de novo mandato e começarem a cobrar veementemente do Presidente da Câmara, Deputado Marco Maia, para que ele coloque os PL’s em pauta para votação? Ele não o faz por quê? Será que o governo está com medo de perder na votação? Pela maneira voraz com que ele não permite que os Projetos sejam levados à votação, tudo indica que sim! Por favor, Deputado, concite aos seus colegas a protocolarem junto à Mesa da Câmara, pedido para que o Presidente Marco Maia, coloque os citados Projetos de Lei na pauta para votação.

Deputado, o senhor precisa nos ajudar. Pense no benefício que o senhor fará, desfraldando essa bandeira em nome dos idosos e dos futuros aposentados. Com certeza absoluta, o senhor estará lavrando um tento até mais importante que o seu milésimo gol!

Por favor, me responda e me dê esperança de que nós ganharemos o seu precioso apoio. O Movimento Brasil Dignidade tem números e trabalhos que poderão lhe subsidiar a respeito da sua futura atuação em nosso favor.

Fico no aguardo de um contato e com a esperança de que o senhor não irá nos faltar.

Respeitosamente

Odoaldo Vasconcelos Passos
Aposentado/Belém-PA

www.companhiadosaposentados.blogspot.com
www.movimentobrasildignidade.blogspot.com
www.aposentadosolteoverbo.org

Brasil Dignidade

NESTE 1º DE OUTUBRO, DIA INTERNACIONAL DO IDOSO, NADA TEMOS A COMEMORAR, É LAMENTÁVEL!

UM TALISMÃ PARA O DEPUTADO ROMÁRIO




Prezado Deputado Romário:

Confesso que tinha dúvidas quanto ao seu desempenho como deputado federal. Falava com meus botões: "Romário jamais repetirá como político, o seu espetacular sucesso como craque de futebol."


Porém começo a mudar de opinião analisando seus comentários e entrevistas coerentes e, a franqueza ousada, usada nas suas declarações, que bem poucos parlamentares, bem poucos mesmo, têm a coragem de demostrar.


É isso mesmo Romário; o político que for ético, transparente e honesto poderá escrever o seu nome nos anais históricos da política brasileira. É voz corrente que, no Brasil, políticos bons, é uma 'raça em extinção', o que a maioria do povo concorda.

Assim, permita-me com a devida vênia, sugerir-lhe um tema que vossa excelência poderá adotar daqui para a frente, que, certamente, irá alavancar a sua carreira no cenário político: Trata-se dos aposentados, pensionistas e futuros aposentados, um dos segmentos mais esquecidos, prejudicados e humilhados da sociedade brasileira.

É um tema justo, legal, necessário, oportuno, porque trata-se de um socorro a ex-trabalhadores, já com a idade avançada, desconsiderados injustamente pelos Poderes Públicos e considerados mesmo um peso morto para todos os governos, que são obrigados a sustentá-los, sem nada receber em troca. Ao requerer a aposentadoria os trabalhadores ficam dispensados de continuar contribuindo para a Previdência, daí o motivo da aversão.

Acredite Romário, nove milhões de aposentados e outros milhões de trabalhadores aptos a se aposentarem, somado ainda com seus familiares, formará um bloco coeso, numeroso, que passará a apoiá-lo entusiasticamente, procurando torná-lo um herói salvador, a exemplo do ocorrido com nossa fada madrinha, a juíza Salete Maccaloz.

Esperançosos os aposentados aguardam a vossa decisão, prometendo-lhe apoio total e irrestrito, possibilitando-o repetir no Congresso Nacional, aquelas atuações brilhantes como jogador nos campos de futebol.

Ajuda-nos deputado Romário... abrace a nossa causa. É o clamor de aposentados, pensionistas e aposentáveis, confiando-lhe uma missão que poderá tornar-se, por ser justíssima, o talismã do seu sucesso pleno na carreira política.

Cordialmente e uma Boa Páscoa.

Almir Papalardo
Aposentado

CARTA ABERTA AO SENADOR PAULO PAIM - PT/RS

No início de fevereiro deste ano, através dos Correios e de e-mail, encaminhei a carta abaixo ao Senador Paulo Paim/PT-RS, aguardando que o Senador me desse uma resposta convincente.

Como até o momento ele não me respondeu, resolvi divulgá-la, dando conhecimento ao povo brasileiro do total descontentamento de quem já não acredita mais nos seus políticos.

Ontem (último domingo) no Programa Canal Livre -Rede Bandeirantes , o Senador disse que o Estatuto do Idoso é inócuo porque não pune quem o infringe. Disse também que o plano do governo é nivelar todos os aposentados que ganham acima de um valor referência, a um salário mínimo.

Como defensor ardoroso dos aposentados, eu pergunto ao Senador: Por que ele ainda está nesse partido e ainda serve ao governo com tanta fidelidade? Vejo ai, uma grande incoerência do Senador que diz e defende uma coisa e o seu partido e o seu governo, dizem e fazem outra!

Belém-PA, 12 de março de 2012

Odoaldo Vasconcelos Passos




CARTA ABERTA AO SENADOR PAULO PAIM – PT/RS


Belém-PA, 02 de fevereiro de 2012

Ao
Excelentíssimo Senhor
PAULO PAIM
DD Senador da República Federativa do Brasil
Brasília - DF

Senhor Senador,

Senador Paulo Paim, eu gostaria de iniciar este texto, tecendo elogios à sua pessoa, porém, a sua atuação à frente da causa dos aposentados, pensionistas, trabalhadores da ativa e contribuintes autônomos, infelizmente, não está a merecer tal tratamento. O senhor durante todo esse tempo tem jogado para a torcida e não para o nosso time.

O senhor se lançou como nosso defensor, porém, é um “petista de carteirinha,” partido que nos tem prejudicado bastante. O senhor há de dizer: Mas eu consegui a aprovação no Senado, dos PL’s 01/07, 3299/08 e 4434/08; eu faço discursos inflamados no Senado; eu criei e participei de vigílias no Senado para defendê-los; eu dou entrevistas reivindicando melhorias para a classe. Respondo-lhe: tudo muito bem, o senhor realmente fez tudo isto, mas, o que nós ganhamos com isto? Até agora, somente acumulamos perdas!

Senador faça uma autocrítica: O Congresso votou o reajuste de 2006, concedendo 16,67% para o salário mínimo e para os aposentados e pensionistas que recebem acima de um valor de referência. O Presidente Lula da Silva, o “defensor dos pobres,” vetou e só nos concedeu 5,1%; O Congresso derrubou o maldito fator previdenciário e novamente o “defensor dos pobres” vetou; os reajustes concedidos por esse governo que maltrata tanto os aposentados e pensionistas, sempre são menores que os concedidos ao salário mínimo. Em todos esses casos, o senhor aparece como o paladino dos aposentados, prometendo derrubada de vetos e logo, logo, se cala, aceitando mais um desprestígio e nós continuamos acumulando perdas.

O seu partido, (minúscula mesmo) o pt está no poder a nove anos. Durante esse período, acumulamos 37% em perdas em relação à variação que se concede ao mínimo. O seu mentor político, o ex-presidente Lula da Silva, lhe deu corda para agir, porém, não deixou que toda a sua ação tivesse qualquer utilidade prática. Parece que ele o autorizou a agir, porém, com a ressalva de que o seu trabalho não prosperaria. Isto está evidente, considerando que o senhor “luta, luta e luta,” e ninguém do partido e do governo lhe admoesta, e os resultados positivos para nós, nunca apareceram. Quer dizer, faça a sua onda, fique bem com os “velhinhos,” que nós faremos o papel de carrascos. O pior é que parece que o senhor sabe disto e não reage. Ora, em circunstâncias normais, qualquer pessoa de brios, vendo os seus ideais sendo boicotados por um partido que não lhe apoia, muito pelo contrário, lhe desmoraliza, tomaria a atitude mais coerente: Se desligaria desse partido e procuraria outro que lhe apoiasse integralmente. Exemplos disso foram dados: Heloísa Helena, Babá, Luciana Genro, Senador Flávio Arns.

Parece que o senhor não se incomodou ou se incomoda com esse tratamento que lhe é dado pelo pt e continua usufruindo das benesses que a reeleição lhe propicia.

Senador, o senhor se reelegeu a custa de uma bandeira de defesa dos aposentados e trabalhadores. O povo do Rio Grande do Sul, seu Estado, acreditou na sua falação e lhe concedeu uma reeleição que parecia que não iria se configurar. Não fosse a esperança que o senhor criou para os “velhinhos,” com a dita bandeira, a sua reeleição estaria comprometida.

Veio a aprovação da LDO para 2012, e novamente o seu partido e o seu governo, saíram vencedores e nós, derrotados. Esse governo cruel e insensível para com os aposentados e trabalhadores concedeu 14,13% de reajuste para o salário mínimo e para nós, somente 6,08%, nem a inflação nos foi reposta. Ao mesmo Orçamento ao qual o governo dizia não dispor de verbas para os aposentados, os Senadores aprovaram, sem nenhuma restrição mais de R$ 18 bilhões em renúncias previdenciárias, valor este subestimado na prática, e que não há quem com bem senso aceite que aquilo não passa de concessões, muitas das quais corporativistas, que deveriam estar ao encargo do Orçamento Fiscal e não ao da Seguridade. O Congresso tornou-se plenamente adepto e conluio à prática da bandeira do neoliberalismo que veem falidos todos os sistemas socioeconômicos no mundo? O senhor apareceu em todos os noticiários a respeito, dizendo-se defensor do mesmo percentual para reajuste de todos os integrantes de um mesmo regime previdenciário. Novamente o pt e o governo saíram vencedores. Mais uma defasagem para somar às perdas já existentes. Mais uma vez, o senhor saiu derrotado pelos seus companheiros de partido e de governo. Isto não lhe incomoda, ou o senhor já está vacinado para suportar tanto desprestígio?

Dizem que, se conselho fosse bom, não seria dado, seria vendido! Mas eu, no alto dos meus setenta anos de idade, ouso em lhe dizer: “Seria mais honroso para o senhor, sair desse partido que lhe tem acumulado tanto desprestígio. Vá para outra agremiação que lhe dê prestígio e consideração!” Aí, o senhor estará demonstrando desprendimento e respeito a si próprio e ao seu eleitor.

Senador Paim, eu já fiz outras cartas elogiosas à sua pessoa quando acreditava que a sua atuação em nosso favor, era pra valer, porém, hoje as evidências demonstram que não devo mais me iludir. O comportamento do político brasileiro é sempre o mesmo: O povo é só um detalhe! O pt é um partido castrador e o senhor se rendeu a esse jugo. É profundamente lamentável. Cuidado Senador, oito anos passam depressa, um já se foi. O povo está tomando consciência dos seus direitos e já não mais se engana como antigamente. A imprensa e a internet estão aí para alertar aos eleitores e ao povo em geral.

Fica aqui mais um protesto de um aposentado que já não mais acredita nos seus ditos “representantes.”

Belém-PA, 02 de fevereiro de 2012

Odoaldo Vasconcelos Passos
Aposentado/Belém-PA

www.companhiadosaposentados.blogspot.com
www.movimentobrasildignidade.blogspot.com

Brasil Dignidade

A ECONOMIA SINISTRA

Brasil Dignidade

O Estado de S.Paulo 23/11/2011

Oswaldo Colombo Filho

Sob o título “Pobreza versus pobreza extrema” (Estado de S.Paulo - 21/11), o economista Fabio Giambiagi do BNDES, traça a perfeita apologia decisória que o Poder Público é guindado em suas decisões. Coloca seu pensamento sobre a necessária escolha de prioridades pela gestão pública, dada à capacidade finita de recursos tomados da sociedade a título de carga tributária. Afinal, em que investir, quanto, onde e quando. Giambiagi cita que a economia é chamada de “ciência sinistra da escassez” – essa é a economia dele, talvez em sua visão de maior personagem na questão. As Ciências Econômicas, de muitos outros, versa pela busca da prosperidade de uma nação. Não há nada de sinistro nisso. Talvez seja na tese do economista do BNDES por ser contra os aumentos reais ao salário mínimo, alegando que o governo deveria poupar estes recursos para reduzir a pobreza extrema do país; ou seja, pessoas que sequer tem a renda de um salário mínimo.
“Pelo cheiro da brilhantina se conhece a gafieira” - dizia o bom malandro, e Giambiagi nada mais quer do que atacar o RGPS. Já é um velho conhecido e representante do clientelismo rentista que ganha muito com a precarização da Seguridade Social (Saúde e Previdência).

Contudo tem razão sobre a definição de prioridades, mas não a que “sinistramente coloca”: - tirar de quem tem pouco para dar a quem tem menos. No Brasil isso nem é cabível. Há o que tirar de um Estado perdulário em sua gestão incompetente, dando privilégios bisonhos a quem é cliente do Poder. O próprio BNDES, onde atua Giambiagi, é um instrumento que funciona subsidiado pelo Tesouro (o povo), enriquecendo alguns empresários nacionais, financiadores de campanhas políticas; e até fazendo obras em países vizinhos, como a Transcocaleira na Bolívia. No Brasil, produzimos combustível (álcool) e exportamos com subsídios – são as renúncias previdenciárias que entram a débito da Seguridade Social e que de qualquer parte do mundo, o nosso é o maior Regime Orçamentário capaz de distribuição de renda e limitação da pobreza. Antes disso, por que não produzir mais alimentos aos miseráveis?

Também poderia aludir: - fazer a Copa do Mundo de futebol ou ter a disposição o que se investe em 13 anos no saneamento básico no Brasil? Fazer as Olimpíadas ou urbanizar as favelas cariocas? Não foi o Governo Lula que decidiu isso, e todo povo irá pagar por muito tempo? E agora, surge nas colunas do Estadão, em mais uma investida do “cavaleiro do apocalipse” (e sinistro), querendo que os que os 80% da população; pobres e classe média, trabalhadores e aposentados da sociedade civil que devem arcar de alguma forma na distribuição de renda para acabar com a miséria. Lembrando que são estes que proporcionalmente são os mais escorchados pelo fisco.

Talvez não tenha ocorrido ao sinistro economista, que tão apenas os 10% mais ricos do país possuem 44% da riqueza nacional. Nem mesmo e quando sempre fala de Previdência, lembra que tão apenas 980.000 ex-servidores públicos darão este ano R$ 52 bilhões de déficit ao Tesouro; ou seja, colocam na conta do povo; para que uma minoria (0,5% da população) viva num privilégio indecente e que já é um escárnio aos outros 27 milhões de atendidos pelo RGPS. Mais do que isso, trata-se de 2/3 do Orçamento da Saúde Pública para os outros 99,5% da população brasileira. Tudo isso sem contar com as mirabolantes estimativas que a corrupção rouba e mata nesse país.
Certamente o jornal O Estado de S.Paulo encontrará melhores análises e colunistas do que alguns como o supracitado, e que acha que estamos no país das maravilhas, todos apadrinhados pelo beneplácito do BNDES, da politicalha e continuamente dispostos a deles ouvir a mesma cantilena apocalíptica da falta de recursos e não da incompetência de um Estado gerido para atender ao clientelismo travestido de uma já comprovada e promíscua lógica libertina dita neoliberal, e que não passa da ampliação de proposições em benesses a cidadãos (corporativismo), e a setores empresariais (clientelismo) da "sociedade de privilégios" que assalta e domina o Poder Público neste país.

2ª MARCHA CONTRA A CORRUPÇÃO

Foi realizado ontem (12/10/2011) como estava programado a 2ª Marcha Contra a Corrupção, no bairro de Copacabana, no Estado do Rio de Janeiro.

A exemplo do ocorrido no dia 07 de setembro, cidadãos brasileiros reuniram-se, arregimentando mais ou menos umas cinco mil pessoas (não sou bom nestes cálculos perdoem-me se estiver equivocado), para protestar contra a corrupção que há muito vem grassando desvergonhosamente no nosso país, apequenando-o.

Desta vez, embora o número de manifestantes fosse o mesmo, ou talvez um pouco mais, tornou-se mais ousada e efetiva que a anterior, virando numa verdadeira e efetiva marcha que se deslocou do Posto Quatro até o Posto Dois.

Creio que achou-se o caminho para a população indignada com a excrescência que tomou conta do país, não parar mais de denunciá-la, até obter-se resultados positivos o que é ótimo para o Brasil e para todos nós!

Bom… quanto a presença de cartazes, faixas, bandeiras e etc visando chamar a atenção do Brasil para o escárnio contra aposentados, pensionistas e aposentáveis, mais uma vez decepcionou! Então uma verdade é certa e insofismável: os velhos aposentados não têm ânimo nem pique para eventos deste tipo. Necessitam de líderes para organizarem e comandarem esta batalha.

Se quisermos recuperar direitos surrupiados, a oportunidade é propícia, não devendo de forma alguma ser desperdiçada. Devemos interagir com estas manifestações contra a corrupção, até porque, o que fazem com estes ex-trabalhadores, não deixa de ser uma corrupção, também!!

Caberia aí, volto a citar: As Federações, Sindicados, Representantes e Afins, que atuam em favor de aposentados programarem este necessário entrosamento, para tirarmos proveito de uma programação difícil de ser feita, já com o caminho meio andado. Uma ótima oportunidade para os representantes de aposentados mostrarem serviço. OK?? Dia 15 de novembro se aproxima…

Com a palavra a COBAP

Almir Papalardo.
almirpapalardo@yahoo.com.br

O OCASO DA RAZÃO

A desventura de uma nação é correspondente ao avanço moral expresso em suas manifestações culturais. Eis aqui que se constata a clara expressão desta assertiva ao observarmos que a escola de samba “gaviões da fiel”, expressão minúscula até na razão de existir, e fazer-se de representante de milhões de torcedores de uma tradicional agremiação de futebol, na divulgação da letra do seu samba enredo para o próximo carnaval. Acertou em cheio na homenagem a lula na frase que diz - “que deus pai iluminou”. O “deus pai” que o iluminou, e pelo que fez em se tratando da homenagem ali prestada, de fato não é um Deus que mereça letra maiúscula e não por ignorância apenas que a vã filosofia perdoaria de quem seja o compositor da "obra prima", mas sim porque um Ser Superior não unge mérito à patifaria, ao deboche e ao escárnio que se possa fazer ao exemplo moral que prima quem quer que seja nos seus mínimos atos.


Mais adiante a composição solfeja: “O poder regendo seu destino! Na cidade grande a esperança... O futuro promissor!” – Contrários a toda noção de justiça e do progresso moral, aqueles que forem ao desfile carnavalesco assistirão uma notável demonstração da visão circunscrita a uma existência miserável, serva do populismo e da pilantragem da politicalha. Sem motivos de constrangimento, espero que o corso tenha um carro alegórico em homenagem ao mensalão, e nele imagens marcantes das figuras ilustres dos grandes cumpanheiros da jornada iluminada por algum deus pagão. Que ali estejam representados os também moralmente minúsculos poderes republicanos, e desde o mestre sala até a ala das baianas se demostre a saga “que iluminou” o esvaziamento da moral na coisa pública nacional. Que não esqueçam homenagem triunfal aos vassalos - os analfabetos políticos, a classe estudantil chapa branca ou a vergonhosamente alienada nas suas festas com farta distribuição de bebida e droga. Façam ainda júbilo à base parlamentar fisiológica aliada, e demostrem o sarcasmo com a saúde pública, segurança, aos aposentados, educação, saneamento etc..


Não há efeito sem causa, pois o nada não produz coisa alguma; portanto, o que move uma entidade carnavalesca em homenagear o malfazejo está em seu íntimo. Perscrutando a nós mesmos, encontramos neste momento muitos movimentos sociais buscando levar milhares de pessoas às ruas em protestos pela banalização da justiça nas mais altas cortes, pela incompetência irrestrita da politicalha nos mais altos postos da nação, contra a corrupção em todos os cantos; e eis que surge aquilo que chamam de viva expressão da nossa cultura - o carnaval - despontando nas esquinas e homenageando aquele que nos faz de Alecrins e Colombinas. Deveríamos nos decepcionar? Jamais; Deus é mais íntimo a nós que nós mesmos; cada um traça seu destino, e é difícil libertar os tolos das amarras que tanto veneram como já disse um sábio.


A lula deve caber qualquer tipo de entendimento e homenagem desde samba enredo até títulos honoríficos; pois desde Calígula eles sempre foram fartos e adjetos à moralidade. Mais do que tudo, o louvado pela “gaviões” empurrou ladeira abaixo a desconstrução das instituições do Estado brasileiro. Acintosamente comprou votos de hipotéticos representantes do povo, e posteriormente disse candidamente que nada sabia. Alega que o "mensalão nunca existiu". Subverteu as Cortes do País colocando-as a serviço do poder partidário (o seu). Como as coisas andam, a política nada mais é do a que corrupção em todos os sentidos e valores.


Um palanqueiro nato, bem apropriado a incentivar festas de peão boiadeiro, quermesses juninas, da cerveja; da cachaça! Um demagogo por excelência que sabe falar a língua dos “espertos” que se ajustam à ele pela sintonia do seu baixo padrão moral. Um populista que pauta seu carisma na excrescência verbal e na apologia da ignorância, na falácia de “pai dos pobres” que os protege das imaginárias elites, etilicamente criadas. Deu-lhes o Bolsa-Família que inegavelmente auxiliou, porém sem contrapartida social; pois a verdadeira contrapartida foi na boca da urna eleitoral. Diz ter criado maior classe média, porém assim o fez ficticiamente e estão estas iludidas entregues aos rentistas que financiaram as suas campanhas e agora custeiam, a peso de ouro, as palestra do ilustre e homenageado apedeuta. Enquanto isso milhares de professores, bombeiros e policiais buscam a mínima dignidade em seus salários. Para estas profissões não há cabide de emprego muito menos pistolão.


O cinismo populista tem seu trinfo em lula, pois atingiu todas as classes. De escolas de samba a escolas superiores, os primeiros dão a ele cânticos de gloria – “Vai gavião”. Os segundos estão felizes, pois até os 29 anos, esses parvos estão dispensados de pagar 100% do valor do ingresso em teatros, jogos e cinemas e assim se preparam para assistir “lula -2 O retorno” – “Vai carcará”


Oswaldo Colombo Filho
Diário da Manhã -Goiás - 12/10/2011

DOUTOR LULA

Brasil Dignidade

Doutor Lula

http://movimentobrasildignidade.blogspot.com/2011/10/doutor-lula.html

Lula, como Brizola, é um grande comunicador. Mas, como Brizola também, é um grande populista.

A característica fundamental desse tipo de líder é, como escreve o professor Pierre-André Taguieff (A Ilusão Populista - Ensaio sobre as Demagogias da era Democrática, Paris, Flammarion, 2002), que se trata de um demagogo cínico. Demagogo - no sentido aristotélico do termo - porque chefia uma versão de democracia deformada, aquela em que as massas seguem o líder em razão de seu carisma, em que pese o fato de essa liderança conduzir o povo à sua destruição. O cinismo do líder populista já fica por conta da duplicidade que ele vive, entre uma promessa de esperança (e como Lula sabe fazer isso: "Os jovens devem ter esperança porque são o futuro da Nação", "o pré-sal é a salvação do brasileiro", e por aí vai), de um lado, e, de outro, a nua e crua realidade que ele ajudou a construir, ou melhor, a desconstruir, com a falência das instituições que garantiriam a esse povo chegar lá, à utopia prometida...

Lula acelerou o processo de desconstrução das instituições que balizam o Estado brasileiro. Desconstruiu acintosamente a representação, mediante a deslavada compra sistemática de votos, alegando ulteriormente que se tratava de mais uma prática de "caixa 2" exercida por todos os partidos (seguindo, nessa alegação, "parecer" do jurista Márcio Thomas Bastos) e proclamando, em alto e bom som, que o "mensalão nunca existiu". Sob a sua influência, acelerou-se o processo de subserviência do Judiciário aos ditames do Executivo (fator que nos ciclos autoritários da História republicana se acirrou, mas que sob o PT voltou a ter uma periclitante revivescência, haja vista a dificuldade que a Suprema Corte brasileira tem para julgar os responsáveis pelo mensalão ou a censura odiosa que pesa sobre importante jornal há mais de dois anos, para salvar um membro de conhecido clã favorável ao ex-mandatário petista).

Lula desconstruiu, de forma sistemática, a tradição de seriedade da diplomacia brasileira, aliando-se a tudo quanto é ditador e patife pelo mundo afora, com a finalidade de mostrar novidades nessa empreitada, brandindo a consigna de um "Brasil grande" que é independente dos odiados norte-americanos, mas, certamente, está nos causando mais prejuízos do que benefícios no complicado xadrez global: o País não conseguiu emplacar, com essa maluca diplomacia de palanque, nem a direção da Unesco, nem a presidência da Organização Mundial do Comércio (OMC), nem a entrada permanente do Brasil no Conselho de Segurança da ONU.

Lula, com a desfaçatez em que é mestre, conseguiu derrubar a Lei de Responsabilidade Fiscal, abrindo as torneiras do Orçamento da União para municípios governados por aliados que não fizeram o dever de casa, fenômeno que se repete no governo Dilma. De outro lado, isentou da vigilância dos órgãos competentes (Tribunal de Contas da União, notadamente) as organizações sindicais, que passaram a chafurdar nas águas do Orçamento sem fiscalização de ninguém. Esse mesmo "liberou geral" valeu também para os ditos "movimentos sociais" (MST e quejandos), que receberam luz verde para continuar pleiteando de forma truculenta mais recursos da Nação para suas finalidades políticas de clã. Os desmandos do seu governo foram, para o ex-líder sindical, invenções da imprensa marrom a serviço dos poderosos.

A política social do programa Bolsa-Família converteu-se numa faca de dois gumes, que, se bem distribuiu renda entre os mais pobres, levou à dependência do favor estatal milhões de brasileiros, que largaram os seus empregos para ganhar os benefícios concedidos sem contrapartida nem fiscalização. Enquanto ocorria isso, o Fisco, sob o consulado lulista, tornou-se mais rigoroso com os produtores de riqueza, os empresários. "Nunca antes na História deste país" se tributou tanto como sob os mandatos petistas, impedindo, assim, que a livre-iniciativa fizesse crescer o mercado de trabalho em bases firmes, não inflacionárias.

Isso sem falar nas trapalhadas educacionais, com universidades abertas do norte ao sul do País, sem provisão de mestres e sem contar com os recursos suficientes para funcionarem. Nem lembrar as inépcias do Inep, que frustraram milhões de jovens em concursos vestibulares que não funcionaram a contento. Nem trazer à tona as desgraças da saúde, com uma administração estupidamente centralizada em Brasília, que ignora o que se passa nos municípios onde os cidadãos morrem na fila do SUS.

Diante de tudo isso, e levando em consideração que o Brasil cresceu na última década menos que seus vizinhos latino-americanos, o título de doutor honoris causa concedido a Lula, recentemente, pela prestigiosa casa de estudos Sciences Po, em Paris, é ou uma boa piada ou fruto de tremenda ignorância do que se passa no nosso país. Os doutores franceses deveriam olhar para a nossa inflação crescente, para a corrupção desenfreada, fruto da era lulista, para o desmonte das instituições republicanas promovido pelo líder carismático e para as nuvens que, ameaçadoras, se desenham no horizonte de um agravamento da crise financeira mundial, que certamente nos encontrará com menos recursos do que outrora. Ao que tudo indica, os docentes da Sciences Po ficaram encantados com essa flor de "la pensée sauvage", o filho de dona Lindu que conseguiu fazer tamanho estrago sem perder a pose. Sempre o mito do "bon sauvage" a encantar os franceses!

O líder prestigiado pelo centro de estudos falou, no final do seu discurso, uma verdade: a homenagem ele entendia ter sido feita ao povo brasileiro - que paga agora, com acréscimos, a conta da festança demagógica de Lula e enfrenta com minguada esperança a luta de cada dia.

Ricardo Vélez Rodrígues

Coordenador do Centro de Pesquisas Estratégicas da Universidade Federal de Juiz de Fora

rive2011@gmail.com

O Estado de S.Paulo - Editorial 10/11/2011

JUSTIÇA SECTÁRIA

Brasil Dignidade

JUSTIÇA SECTÁRIA

HTTP://MOVIMENTOBRASILDIGNIDADE.BLOGSPOT.COM/2011/10/JUSTICA-SECTARIA.HTML

Diante da reação corporativista, de primária e insustentável rebeldia de setores da Justiça contra as palavras da Corregedora Angela Calmon, em apêndice ao posicionamento do Ministro Cezar Peluso; elevaram-se vozes em vários segmentos da sociedade, e sem modulação de tom não só em apreço ao posicionamento da Corregedora, mas ainda em demostrar a mais completa indignação, desilusão por nossos Tribunais com as Excelências togadas. Não é para menos, o desvario que se presencia na vida pública nada mais é do que a corrupção institucionalizada pela falta de justiça.

No Brasil, a política foi substituída pela corrupção institucionalizada. A contrafação na administração pública agora é organizada e até partidarizada. A pior das formas de corrupção é aquela que se presta aquiescência às demais que proporcionam qualquer dano à nação, até mesmo quando o erário público é dilapidado.

Isto nada mais é do que a prática da injustiça qualificada pela toga que a sociedade ora se insurge.

O Ministro Gilmar Mendes, durante o processo do Ficha Limpa declarou:- “que as vezes a sociedade deve ser protegida dela própria” (pelo STF). E quem nos protege das Cortes e suas sentenças viciadas, lambuzadas pela politicalha, trabalhadas em seus estertores pelo favorecimento às oligarquias? Não temos verdugos a nossos préstimos; ou do affaire com o clã Sarney, quem está certa a Justiça nitidamente apadrinhada ou meses de investigação da Polícia Federal? Que exemplo deu-se a sociedade? - Uma justiça arbitrada e vergonhosamente serva do coronelismo.

A garbosidade de caráter demostrada pelo expresso corporativismo, deveria a bem da própria instituição – JUSTIÇA, ser substituída pela autocrítica e pela humildade; isto representaria muito mais apreço ao que emana do povo. Humildade é disso que estes senhores togados necessitam em substituição à galhardia rota de títulos sem glória alguma. A glória vem do que se presta a outrem; o que prestam, em geral não tem atendido sequer mínimos padrões de moralidade à nação e que deveriam proteger.

Se houverem problemas, resolvam; se em suas hostes houver quem não mereça ali continuar, expulse-os com ira exemplar, pois ao povo, em seu direto sagrado cabe justiça. Isto não é um prenuncio nem opinião desqualificada, é a visão de milhões que não creem mais nos tribunais deste país pela injustiça a que nos predispõe.

Afinal de que fileiras saíram Medina e Lalau? Este último dirigia a Comissão de Obras do imponente Fórum Trabalhista de S.Paulo, e isto mesmo depois de regiamente aposentado. Era “um trabalho voluntário” e que “ninguém desconfiava”, certamente com o beneplácito silencioso de centenas de servidores muitíssimos bem remunerados pelos cidadãos que carecem do funcionamento isento das Cortes. Dispensável é elencar outros casos, porém nada passa sem lembrarmo-nos do mensalão. Mister citar ainda quando completa-se um ano que o Ministro do STF Antonio Toffoli pediu vistas para obstar o andamento do processo relativo ao expurgos dos planos econômicos e as perdas decorrentes nas cadernetas de poupanças. Milhões de pessoas aguardam a manifestação do STF – presidido pelo Ministro Peluso. Toffoli, um Ministro tardinheiro, que foi assessor de José Dirceu na Casa Civil, tem nesse episódio uma marca indelével. Quando de sua passagem pela Advocacia Geral da União, manifestou-se a favor dos Bancos, e contrário aos poupadores - motivo este mais que suficiente para declarar-se impedido de ora manifestar-se no Supremo. Ele o fez? Não! O Ministro Peluso presidente da Corte interviu? Não? Estão fazendo justiça a quem?

Portanto a Corregedora Eliana Calmon disse o mínimo, e o que disse está correto, provavelmente apenas errou na grandeza, pois se quisesse falaria muito mais. Que as vulgares teses corporativistas tenham ouvidos para ouvir e olhos para ver e semeiem a verdade em torno de si e de seus atos e palavras se desejarem praticar justiça e não a hipocrisia dos falsos pregadores de uma honestidade impoluta que nem ilude mais a incautos.

Oswaldo Colombo Filho
Movimento Brasil Dignidade

Diário da Manhã – Goiás 03/10-/2011
O Estado de S.Paulo 04/10/2011

UM PODER DE COSTAS PARA O PAÍS

MARCO ANTONIO VILLA

O GLOBO - 27/09/11

Justiça no Brasil vai mal, muito mal. Porém, de acordo com o relatório de atividades do Supremo Tribunal Federal de 2010, tudo vai muito bem. Nas 80 páginas — parte delas em branco — recheadas de fotografias (como uma revista de consultório médico), gráficos coloridos e frases vazias, o leitor fica com a impressão que o STF é um exemplo de eficiência, presteza e defesa da cidadania. Neste terreno de enganos, ficamos sabendo que um dos gabinetes (que tem milhares de processos parados, aguardando encaminhamento) recebeu “pela excelência dos serviços prestados” o certificado ISO 9001. E há até informações futebolísticas: o relatório informa que o ministro Marco Aurélio é flamenguista.

A leitura do documento é chocante. Descreve até uma diplomacia judiciária para justificar os passeios dos ministros à Europa e aos Estados Unidos. Ou, como prefere o relatório, as viagens possibilitaram “uma proveitosa troca de opiniões sobre o trabalho cotidiano.” Custosas, muito custosas, estas trocas de opiniões. Pena que a diplomacia judiciária não é exercida internamente. Pena. Basta citar o assassinato da juíza Patrícia Acioli, de São Gonçalo. Nenhum ministro do STF, muito menos o seu presidente, foi ao velório ou ao enterro. Sequer foi feita uma declaração formal em nome da instituição. Nada.

Silêncio absoluto. Por que? E a triste ironia: a juíza foi assassinada em 11 de agosto, data comemorativa do nascimento dos cursos jurídicos no Brasil. Mas, se o STF se omitiu sobre o cruel assassinato da juíza, o mesmo não o fez quando o assunto foi o aumento salarial do Judiciário. Seu presidente, Cézar Peluso, ocupou seu tempo nas últimas semanas defendendo — como um líder sindical de toga — o abusivo aumento salarial para o Judiciário Federal. Considera ético e moral coagir o Executivo a aumentar as despesas em R$ 8,3 bilhões. A proposta do aumento salarial é um escárnio.

É um prêmio à paralisia do STF, onde processos chegam a permanecer décadas sem qualquer decisão. A lentidão decisória do Supremo não pode ser imputada à falta de funcionários. De acordo com os dados disponibilizados, o tribunal tem 1.096 cargos efetivos e mais 578 cargos comissionados. Portanto, são 1.674 funcionários, isto somente para um tribunal com 11 juízes. Mas, também de acordo com dados fornecidos pelo próprio STF, 1.148 postos de trabalho são terceirizados, perfazendo um total de 2.822 funcionários. Assim, o tribunal tem a incrível média de 256 funcionários por ministro.

Ficam no ar várias perguntas: como abrigar os quase 3 mil funcionários no prédio-sede e nos anexos? Cabe todo mundo? Ou será preciso aumentar os salários com algum adicional de insalubridade? Causa estupor o número de seguranças entre os funcionários terceirizados. São 435! O leitor não se enganou: são 435. Nem na Casa Branca tem tanto segurança. Será que o STF está sendo ameaçado e não sabemos? Parte destes abuso é que não falta naquela Corte. Só de assistência médica e odontológica o tribunal gastou em 2010, R$ 16 milhões.

O orçamento total do STF foi de R$ 518 milhões, dos quais R$ 315 milhões somente para o pagamento de salários. Falando em relatório, chama a atenção o número de fotografias onde está presente Cézar Peluso. No momento da leitura recordei o comentário de Nélson Rodrigues sobre Pedro Bloch. O motivo foi uma entrevista para a revista “Manchete”. O maior teatrólogo brasileiro ironizou o colega: “Ninguém ama tanto Pedro Bloch como o próprio Pedro Bloch.”

Peluso é o Bloch da vez. Deve gostar muito de si mesmo. São 12 fotos, parte delas de página inteira. Os outros ministros aparecem em uma ou duas fotos. Ele, não. Reservou para si uma dúzia de fotos, a última cercado por crianças. A egolatria chega ao ponto de, ao apresentar a página do STF na intranet, também ter reproduzida uma foto sua acompanhada de uma frase (irônica?) destacando que o “a experiência do Judiciário brasileiro tem importância mundial”. No relatório já citado, o ministro Peluso escreveu algumas linhas, logo na introdução, explicando a importância das atividades do tribunal.

E concluiu, numa linguagem confusa, que “a sociedade confia na Corte Suprema de seu País. Fazer melhor, a cada dia, ainda que em pequenos mas significativos passos, é nossa responsabilidade, nosso dever e nosso empenho permanente”. Se Bussunda estivesse vivo poderia retrucar com aquele bordão inesquecível: “Fala sério, ministro!” As mazelas do STF têm raízes na crise das instituições da jovem democracia brasileira. Se os três Poderes da República têm sérios problemas de funcionamento, é inegável que o Judiciário é o pior deles. E deveria ser o mais importante. Ninguém entende o seu funcionamento.

É lento e caro. Seus membros buscam privilégios, e não a austeridade. Confundem independência entre os poderes com autonomia para fazer o que bem entendem. Estão de costas para o país. No fundo, desprezam as insistentes cobranças por justiça. Consideram uma intromissão.

MARCO ANTONIO VILLA é historiador e professor da Universidade Federal de São Carlos.

QUEM SE IMPORTA COM A MORALIDADE?

Brasil Dignidade

"Não entendo quem escolhe o caminho do crime, quando há tantas maneiras legais de ser desonesto."
Al Capone

O Congresso nos exemplificou recentemente, naquela sessão de vassalagem a Jaqueline Roriz, de que nada serviu o vídeo mostrando aquela senhora enchendo a burra com dinheiro de origem escusa, pois seus colegas de ofício a perdoaram, tornando legal o que é imoral. As mais altas cortes de Justiça do país – STF e STJ fazem isso também a todo o momento. São meramente políticas, com Exas. indicadas, apadrinhadas, e nem juízes de carreira, concursados o são, tal qual o era no tempo do império. Alguns, até prestaram concursos, e por mais de uma vez, mas foram reprovados. Porém seus patronos, dentre os quais Sarney, o mestre em nomeações, garante vagas em justa medida a seus interesses. Acaba de fazê-lo no Ministério do Turismo, e no qual manda e desmanda com total beneplácito de Rousseff e antes dela Lula (desde o mensalão); é uma das cotas do fisiologismo explícito que dirige o país. Tem muitos vassalos nas Cortes também. E assim as provas da PF contra o clã Sarney foram desqualificadas, prevaleceu o imaginário entendimento técnico jurídico sobre a explícita moral; - “O que foi dito e gravado, não deve ser ouvido, arquiva-se o processo” decretou a Corte em um ato bizarro.

A lei se consubstancia nos costumes e na moral. A eles, isto nada vale, portanto nos prevaricam da justiça dos homens; formam um “estado sem valores que se transforma numa quadrilha”; tal qual como nos afiançava Santo Agostinho.

Com tamanho controle sobre os Poderes republicanos e estes sem valores morais de qualquer ordem, de fato a máxima dita por Al Capone, mencionada em epígrafe, é competente à legalidade de nossas Supremas e tardinheiras Cortes; dispensa-se a necessidade de alguém ser chamado de criminoso, podendo ser até parlamentar, pois há para eles tantas maneiras de ser “apenas” desonestos, porém no Brasil serão considerados legais, não importando o que a mídia e o povo os conclame como imorais; aliás, eles nem se preocupam com isso.

Oswaldo Colombo Filho

O Estado de S.Paulo 22/09/2011
Diário de S.Paulo - Goiás 22/09/2011

http://movimentobrasildignidade.blogspot.com/2011/09/quem-se-importa-com-moralidade.html

O PODER ESTÁ ATRÁS DO TRONO - Brasil Dignidade

Discordo em essência daqueles que se dizem felizes pela pseudofaxina ética do Executivo, tal qual das afirmações de ser irrelevante a forma pela qual Ministros são indicados aos cargos. “Ao povo, não importa o apadrinhamento do novo titular do Ministério do Turismo, mas sim a sua capacidade e a sua honestidade na gerência do cargo que vai ocupar” (frase extraída de uma coluna de opiniões). – Isto é aposto à cidadania, tal que se fosse faxina não o seria seletiva, versaria a tudo aquilo que está sujo e que o antigo inquilino em sua iniquidade deixou. A quem tem consciência TUDO importa, pois é uma afronta coligar apadrinhamento à competência que somente se dá pela qualificação profissional, expressão técnica, acadêmica além de probidade do indivíduo escolhido. Isto é o mínimo desejável.

Não é nem mais aceitável a indicação política para Ministros das mais altas Cortes de Justiça, tais cargos deveriam ser ocupados por Juízes de carreira, com “J de Justiça maiúscula”, e para tanto já concursados e eleitos por seus pares. Hoje sequer temos Ministros que foram juízes e, portanto aprovados em concursos públicos; aliás, alguns foram reprovados mais de uma vez em suas vãs tentativas, e estão lá a dar pareceres ou a reter processos em benefício de quem os indicou. Isto não Justiça, é fruto da injustiça qualificada pelo apadrinhamento e pelo nepotismo. Vide caso do clã Sarney no STJ e que até garantiu censura ao jornal O Estado de S. Paulo; os expurgos nas cadernetas de poupanças nas mãos de Toffoli no STF; ali também estão os aposentados e o fator previdenciário. Portanto, o apadrinhamento é indefensável e se fosse capaz de algum resultado o estado do Maranhão não seria o mais miserável do país, teria deixado a muito de ser uma reles capitania hereditária. O apadrinhamento, tal qual o nepotismo, largamente difundido no Congresso, e em boa medida na cultura dos brasileiros, não faz parte do manual da competência e da meritocracia; mas sim do conchavo da politicalha, e isto sem exceção tal qual o episódio dessa indicação ao Ministério objeto do tema que sequer deveria existir.

Demostrou mais uma vez a nós, - “a parcela da nação consciente”, que temos uma pseudopresidente; pois quem mandou um dos seus assumir no feudo “Turismo”, foi o seu dono - José Sarney e com total e confesso beneplácito de Rousseff. Pior ainda é alguém acreditar que haja faxina, ou qualquer sentido de limpeza ética. Nada mudou apenas a técnica diversionista de mostrar ao público outra forma do populismo atuar. Desceram do palanque, afastaram-se do linguajar de botequim para adotar tom sóbrio e buscar o elo perdido na população mais culta que não foi adesista ao caudilho da gestão anterior e que lamentavelmente se encanta ao canto da sereia, “vislumbrando e vibrando pela faxina de peixes pequenos quando tubarões ainda mandam e desmandam no país, tal qual era antes”. Mais do que nunca, e com o fisiologismo dirigindo o país, e de forma escancarada, pode-se utilizar a histórica expressão: “O poder está atrás do trono”, e nada é aquilo que se vê.

Oswaldo Colombo Filho
O Estado de S.Paulo 20/09/2011
Diário da Manhã - Goiás 20/09/2011
http://movimentobrasildignidade.blogspot.com/2011/09/o-poder-esta-atras-do-trono.html

Brasil Dignidade

MANIFESTAÇÃO POPULAR NO RIO DE JANEIRO - JR

Realizou-se ontem dia 20.09.11 uma manifestação popular na Cinelândia, Centro do Rio de Janeiro, contra a corrupção que teima fincar raízes na nossa pátria. A corrupção e roubalheira que vimos assistindo nesta última década, obriga-nos agora a uma enérgica reação contra a total falta de caráter, adornado pelo escárnio utilizado pelos seus praticantes.

A praça da Cinelândia estava cheia. Não sou experto em calcular público presente. Acredito, tratando-se apenas de um simples chute, que deveriam estar reunidos uns 2.500 a 3.000 manifestantes. Ainda é muito pouco, mas pelo menos foi mostrado um início de repulsa pela sociedade insatisfeita.

Muitas outras manifestações haverão de ser feitas, em vários Estados, visando colocar o Brasil nos trilhos da decência. Nós, a classe de aposentados, pensionistas e aposentáveis, não podemos dispensar este antídoto para desviar esta bola de neve que nos direcionou o governo federal, que vem nos triturando, com ameaça séria de acabar de vez com todos os nossos direitos.

Compartilhei de dois "abaixo-assinados"; um contra a corrupção e falta de punição, e outro, de aposentados exigindo a reestruturação dos benefícios defasados. Fiz questão ao assiná-los, de registrar o nome do blog "ASOV", homenageando-o por tratar-se do nosso principal porta-voz.

Quero ressaltar a iniciativa de alguns segurados do RGPS pela exibição de um estande/mural, onde constavam várias mensagens de cidadãos aposentados, que indignados, soltavam o verbo com veemência, reclamando que ao aposentarem-se, tinham proventos de 10 salários mínimos, e hoje, estão reduzidos apenas a 04 pisos mínimos. Com ironia, concluíam: se vivermos mais alguns anos, mantendo-se a tenebrosa política, não poderemos sequer custear nossos próprios enterros!

O maior mensageiro, o qual parabenizo, foi o senhor João Menecê, que postou quase a totalidade das mensagens. Para conhecimento de todos, transcrevo duas mensagens do referido senhor:

"Os governantes precisam tomar vergonha na cara e respeitar os aposentados,
verdadeiros heróis da pátria.
João Menecê"

"Quem é o cara? em rápidas pinceladas: João Menecê - Revolucionário da Paz -
Carioca da gema - Comandante da Marinha Mercante - Lider Classista - Artista
Plástico e Literário - Fundador da Força Orientadora Democrática e Alternativa
- Inventor da Opinião Pública - Boca no Trombone - Aposentado Alterado - Enga-
nado e Desbundado pelo governo."

É isso aí amigos: Nos próximos protestos a serem organizados, vamos florar nossas criatividades, comparecendo maciçamente nas manifestações, visando despertar um pouco da atenção da mídia, que até agora ignorá-nos completamente.

Almir Papalardo

MUITO ALÉM DOS SUPERSALÁRIOS

Brasil Dignidade

Os supersalários garantidos pela Justiça aos “super servidores” do Senado, nos custarão nos próximos cinco anos perto de R$ 75 milhões. Quase 500 milionários à custa do erário público entre os quais não poderia faltar Sarney. Sem contar que isso reflete e refletirá no mais escandaloso sistema previdenciário do planeta que abarca estes cidadãos de primeiríssima classe. Mas isto é pouco para a classe dominante que conclama os despreparados a elegê-los, em especial nas “capitanias hereditárias” a norte e a nordeste do país, insuflando-os com palavras de ordem contra a presumível elite que somos nós que pagamos impostos, estudamos, educamos nossos filhos e contribuímos à previdência social.

Uma rede de TV, em abril último apresentou uma matéria sobre o hospital do Senado. Atende exclusivamente aos Senadores, servidores e ex-servidores da Casa. Trata-se de um anexo com mais de 2.500 metros de área construída, distando cerca de um quilometro do Congresso. Possui um veículo exclusivo que circula continuamente para facilitar a ida e vinda dos “necessitados”. Amplamente equipado, conta com 90 profissionais da área de saúde; 48 médicos das mais diversas especialidades e que recebiam perto de R$ 20 mil/mês. Aos 23 profissionais de ensino médio-enfermagem, radiologia, fisioterapeutas, a remuneração variava de R$ 14 mil a R$ 16,5 mil/mês. A grande maioria com apenas 20 horas de carga de trabalho/semanal (1/2 expediente). No ano de 2010, o gasto total dessa unidade hospitalar, de fazer inveja ao precaríssimo sistema de saúde público de Brasília, foi de R$ 3,5 milhões e pelo número de consultas realizadas, cada uma saiu ao custo médio de R$ 20 mil. Os servidores, únicos usuários são os beneficiários a custa dos miseráveis sem saúde – os contribuintes, e raramente um Senador aparece por lá. Os servidores são descontados simbolicamente em seus contracheques pelo uso dos serviços e que se completam com excelente rede conveniada. Os senadores nada pagam, e gozam do benefício de restituição de qualquer gasto que eles ou seus dependentes efetivarem - saúde médica ou odontológica, dentro e fora do Brasil. De acordo com o próprio site do Senado, no primeiro semestre deste ano, foram gastos R$ 48.225.950,56 com despesas de reembolso e convênios de toda a ordem em serviços médicos e odontológicos, sendo a imensa maioria em Brasília. Isto corresponde a R$ 267.921,95 por dia; ou ainda a quase R$ 2.000,00/por cidadão de primeira classe do Senado (ativos e inativos) durante o 1º semestre de 2011, enquanto isso no mesmo período, o Mistério da Saúde dispendeu ao resto da nação – os “cidadãos de segunda”- R$ 141,90 (per capita).

O blog do Movimento Cívico Brasil Dignidade (http://movimentobrasildignidade.blogspot.com/2011/09/muito-alem-dos-supersalarios.html) detalha as despesas médicas das Excelências e de seus vassalos, vale a pena conferir, siga o link.

Ainda no primeiro semestre de 2011, o Senado, um dos buracos negro do Tesouro Nacional, reembolsou a seus membros R$ 875.259,32 A TÍTULO DE AUXÍLIO FUNERAL.

A folha do Congresso mais caro do mundo nos primeiros seis meses desse ano, foi de R$ 2,2 bilhões aos servidores ativos e mais R$ 1,3 bilhão aos inativos. Sem contar ao que advirá pelos atrasados à generosa concessão da Justiça Federal em que se relacione aos supersalários dos ativos, assim como pela decorrente equiparação e/ou correlação aos inativos. Vale ainda considerar o déficit ao Tesouro (os contribuintes–cidadãos de segunda classe) em suportar as soberbas aposentadorias dos cidadãos de primeira classe. Diante disso, e pela máxima que foi colocada à nação na sessão de submissão à moral de Jackeline Roriz: “a legalidade e o direito de alguns superam os padrões de moralidade da nação” - o que podemos esperar dos putrefatos defensores dos Poderes Republicanos instalado no governo lulopetista?

Oswaldo Colombo Filho
Fonte de dados: Site do Senado; Tesouro Nacional.
Jornais O Estado de S.Paulo 17/09/2011
Diário da Manhã – Goiás 16/09/2011

Brasil Dignidade

FALTA-LHES ATÉ O SENSO DO RIDÍCULO

Brasil Dignidade

O Senador Humberto Costa Líder do PT, em bate boca com o Senador Mario Couto (PSDB) no Senado; assim motivados e altercados pela distribuição de verbas das emendas parlamentares pelo Executivo, "já apelidada de sossega leão", para que ninguém se aventure a assinar a CPI da corrupção; conclamou em dado momento a Mesa Diretora:- "Não, trata-se de um louco, de um débil mental (Mario Couto). E a quantidade de agressões que são feitas aqui? O Regimento precisa ser atualizado, modernizado, para impedir que todos os dias se repitam aqui as agressões a pessoas, a partidos. Estou apresentando neste momento uma solicitação ao presidente, ao corregedor da Casa".

- Senador Humberto Costa, tanto o senhor quanto a sua facção política, precisam entender que no idioma pátrio, e nem mesmo no linguajar mais vulgar possível existem palavras que possam fazer jus e qualificar o que acontece na gestão pública desse país. Apenas a bom termo, e para lhe exemplificar - "Casa da mãe Joana" poderia lhe dar alguma ideia? V.Exa. é exemplo patente da republiqueta de bananas em que a laia de canalhas transformou o Brasil, e que se for o seu país, também é o meu que dignifico todos os dias, e se sinto vergonha é em dobro, pois não é só por mim é também ti que nem sabes o que é isso. Honradez; e porte-se e aja como um Senador, ou pelo menos finja, e não como um moleque chorão. Nem imagina o que o povo pensa dos ilibados congressistas e até de suas mães que acabam entrando de forma demeritória nessa confusão. Muitas das Exas., os seus pares, não passam da excrecência que o povo comenta. Para exigir respeito há de se respeitar, e se nem a si próprio respeita o que espera da plateia que assiste a este circo de horrores nessa maldita ilha da fantasia que é Brasília. Dúvida? Saia às ruas e se apresente com tal pompa como fez no Senado, e a quem contestá-lo em praça pública aja com tamanha galhardia. Tente e depois corra ou recorra à corregedoria se quiser pelas consequências que advirem. Se não enxerga isso é porque a sua mediocridade já se tornou numa espécie de mantilha característica daqueles que não enxergam um palmo a frente de si e já perderam o senso do ridículo.

Oswaldo Colombo Filho

O Estado de S.Paulo 28/08/2011

Brasil Dignidade

HOMILIA À CIDADANIA (MENSALÃO)

Brasil Dignidade

Cidadão promova-se a um momento de cidadania, ajude a inculcar aos nossos concidadãos de que as leis devem ser cumpridas ao rigor do tempo sem o qual não haverá justiça; pois tardia apenas serve aos usurpadores da moral e da ética na coisa pública. Honrem a verdade, atuando no presente como se um só estado temporal unisse em única voz o passado honorificando in memoriam aos nossos ascendentes e ao futuro desejado aos nossos descentes. Abdique por alguns instantes da nacionalidade esmorecida e indiferente, e proteste em poucas e diretas palavras aos Ministros do STF exigindo a justiça dos homens, pois a de Deus é infalível e será providencial. É hora das responsabilidades cívicas, que hão de acordar esta nação da pérfida mansidão e apatia diante de tantos descalabros morais a que se vítima por ser indolente.

O "mensalão" encontra-se nas mãos do Ministro Joaquim Barbosa (STF), e pelo qual a nação aguarda parecer antes que prescrevam as acusações por formação de quadrilha ainda no corrente mês. Trata-se do pior e mais nocivo estilhaço da história política brasileira. É primordial e categórico registro que sintetiza o legado de Luiz Inácio Lula da Silva - "um atentado sem iguais precedentes à democracia brasileira", como colocado pelo Procurador Geral da República. O governo Lula da Silva alienou os incautos; revendeu a uma classe social ascendente o consumismo desvairado através da oferta de crédito desatinado e que agora se afoga em dívidas; assim, de fato enriqueceu os rentistas e especuladores. Legou a quem o sucedesse, e a péssimo exemplo dos jovens, a pior e mais espúria conformidade político-fisiológica que governou e ainda governa esta nação.

Cidadão haja e proteste contra a moral apedeuta que acoberta o prevaricador, o concussionário e toda corruptela política aparelhada no Estado. Sem tua ação não há como execrar da vida pública o negocismo, e a derradeira prostituição política.
Proteste, envie um e-mail ao STF e expresse seu sentimento pela sordidez da impunibilidade e da ilusória e soi-disant justiça tardia que se pratica no Brasil. - gabminjoaquim@stf.gov.br; centraldeatendimento@stf.jus.br .

Oswaldo Colombo Filho
O Estado de S.Paulo -07/08/2011

Brasil Dignidade



MAQUIAVEL E O SISTEMA POLÍTICO BRASILEIRO

Brasil Dignidade

O Maquiavelismo é o sistema político que se baseia na astúcia, na má fé, no amoralismo e no principio de que os fins justificam os meios empregados para sua consecução. Esta é a doutrina política exposta e adotada pelo político Maquiavel, a mais ou menos uns quinhentos anos, nas páginas de um livro denominado “O PRINCIPE”.

Só não retrata o sistema político brasileiro porque este é ainda pior do que o de Maquiavel. Primitivamente, o termo designava um sistema, no qual, o príncipe, o chefão, era dotado de poderes iluminados e absolutos sobre toda a comunidade, em geral, e sobre os indivíduos que a constituíam, em particular, considerado o Estado como “bem soberano ao qual se deve sacrificar todas as coisas e para cuja conservação se deve empregar todos os meios, pondo-se inclusive, de lado, a própria moral”. Hoje em dia, o termo refere-se a uma disposição habitual de calcular, com frieza, sem nenhuma consideração moral ou sentimental, os meios eficazes para a obtenção de determinado objetivo como expressão, a mais grosseira e selvática de um pensamento primitivista esta doutrina só serve para ocupar espaço nas prateleiras de velhas bibliotecas povoadas por cupins. Mas, como vômito indigesto da concepção materialista ou econômica da história, segundo a qual, o modo de produção da vida material condiciona o processo da vida social, política e intelectual, em geral, encontra ainda espaço, não na cabeça, mas no estômago das AVESTRUZES do sistema político brasileiro, cujas vísceras, suportam qualquer cascalho ingerido como comida ou manjar. O nosso atual sistema político, ainda que apelidado por motivos de propaganda, de Estado Democrático de direito, não difere, em nada do maquiavelismo a não ser que caminha para pior. Com efeito, o chefe do governo brasileiro é dotado de poderes ilimitados sobre a comunidade, em geral. O Estado é considerado como BEM SOBERANO ao qual se devem sacrificar todas as coisas.

Os fins justificam e coonestam os meios, inclusive a prática da imoralidade, da corrupção e o holocausto de classes inteiras da sociedade como inúteis e prejudiciais ao Estado, conforme as práticas do nazismo, do comunismo e das modernas ditaduras estilo Chaves, Castro e outras máscaras da democracia que se enfeitam por ai, inclusive, no Brasil. O amoralismo que qualificamos de falta de vergonha na cara, é típico, é marca registrada da maioria dos políticos e dos governantes brasileiros. A patranha é a grande chancela do governante que usurpa o poder na nação. Maquiavel é fichinha, é filme queimado, da moderna pilantragem. Bin Laden demorou, mas pagou pelos crimes que ele cometeu contra inúmeros inocentes. Os criminosos do presente estão na fila e já ouvem o ruído do machado que pesa sobre suas cabeças, mais, sobre suas consciências endurecidas e preparadas para a marreta da justiça.

José Cândido de Castro

Maio de 2011

Professor José Cândido de Castro (91 anos), membro do Movimento Brasil Dignidade, escreveu este texto pouco antes de ser vitimado por um AVC. Está em recuperação, amparado por seus familiares e pelas orações e vibrações de milhares de brasileiros que têm na sua figura e palavras a exemplar imagem de um digno patriota. Que Deus continue o iluminado.

http://movimentobrasildignidade.blogspot.com/2011/08/maquiavel-e-o-sistema-politico.html

Brasil Dignidade

CURTO E GROSSO

Por Elizabeth Sarmento

E a ministra Ideli Salvatti, leia-se Relações Institucionais, anuncia a “compra” de congressistas da Câmara e Senado, por R$150 MILHÕES, com o objetivo de acalmar os ânimos dos “comerciantes” (raras exceções) que estão fervilhando contra o Palácio do Planalto. Os milhões destinam-se a emendas dos referidos profissionais da “negociação”.

E lá vem o Celso Amorim de novo. Meu Deus, esses encostos não desaparecem. Celso Amorim é aquele que declarou aos jornais que os “passaportes diplomáticos dos rebentos do Inácio da Silva eram justificáveis pois os referidos rebentos eram do interesse NACIONAL”. E agora a nossa SEGURANÇA está nas mãos dessa criatura. Pobres Forças Armadas.

E de acordo com o IPEA , a redução da pobreza e desigualdade passa ao largo dos BILHÕES que são roubados, desviados, aplicados nos paraísos fiscais, por “otoridades”, apadrinhados políticos, empresários “amigos dos reis”, até mesmo, pasmem, por auditores da Receita Federal, neste caso específico, de São Paulo. .

A base da pirâmide só aumenta para aqueles que ganham salário mínimo. Voltando à marginalidade na Receita Federal, foram apreendidos pela Polícia Federal aproximadamente R$12,8 MILHÕES em reais, dólares e euros em caixas de biscoitos e leite. O dinheirão estava escondido em forros nas casas dos meliantes, sem falar nos carros de luxo. Fala sério!!!!!!!!!!!!!!

Quanto ao esconderijo de marginais apadrinhados políticos, que atende pelo nome de Dnit, tem novos 7 diretores. Pediram a folha corrida dos rapazes?

E a Justiça Federal, leia-se juiz Dimis da Costa Braga, anulou o tombamento do Encontro das Águas. Agora um dos maiores crimes ambientais cometidos nesta pobre Nação tem a chancela da Justiça Brasileira. Que beleza de Brasil. Agora a natureza abrigará no encontro dos rios Negro e Solimões um belo Porto das Lages, com muita poluição de óleo, liuxo e esgoto.

Isso sim é um país de irresponsáveis.

Depois que lí essa notícia decidí ser curta e grossa pois se nem a Justiça respeita as leis dos homens e da natureza, o que restará após essa terrível experiência de “democracia” no país?

Os homens públicos no Brasil SÓ são movidos à dinheiro, nada respeitam, nada querem além de dinheiro e poder. Tenho certeza de que NENHUM para-lamentar levantará a voz contra este crime ambiental. Existe preço para tudo no Brasil, menos para a justiça social, tão propalada pelo triste e decadente Partido dos Trabalhadores e “aliados”.

Espero que sobrevivam a mais um final de semana, pois eles trabalham até Sábado e Domingo, sem descanso, com único objetivo de esvaziar os Tesouro Nacional.

A bandidagem tomou conta da máquina pública, sem a menor dúvida, é só abrir os jornais. Leio 10, 15 jornais por dia, e só vejo, roubos, escândalos, desvios de dinheiro público, tudo patrocinado por meliantes travestidos de políticos. Só me pergunto até quando os homens e mulheres de bem vão se calar, vão se esconder, vão se omitir. Até quando a covardia vingará? Até quando a falta de vergonha dos políticos vencerá as forças do bem? O que aconteceu no Brasil?

A partir do momento que o próprio Governo e “aliados” lutam para que a máquina pública não seja dedetizada, o que podemos esperar mais? Deveriam estar lutando para limpar de vez a corrupção, mas não, pagam R$150 MILHÕES aos venais para se calarem! Na hora de pagar aposentadorias decentes não existe dinheiro. Na hora de construir escolas não existe um tostão, na hora de reajustar salário de funcionário público-escravo, “O ROMBO nos cofres será imenso”, na hora de pagar salários decentes aos professores, não existe dinheiro. Mas na hora de aumentar os salários da classe já milionária, aí se inclui juízes, para-lamentares e outros menos cotados, mas assim mesmo privilegiados, aí aparecem BILHÕES DE REAIS, como que por mágica.
O país está cínico, mentiroso, venal!

Até qualquer dia. Um bom final de semana.

RUI BARBOSA E O MENSALÃO

Brasil Dignidade

O Estado de S.Paulo 16/07/2011.


O processo conhecido como "mensalão", e após a recente manifestação do Procurador Geral da República em que solicita a condenação dos 36 réus implicados, chega a sua fase derradeira. O STF aguarda a última manifestação da Defesa, podendo, e devendo depois disso o Ministro Joaquim Barbosa, relator do processo, manifestar-se para que o plenário da Corte delibere. Em declarações à imprensa, o Procurador Roberto Gurgel vê todas as possibilidades e tem expectativa de que a decisão final possa ocorrer ainda neste ano. Isto seria auspicioso aos brasileiros com senso ético presente, que além da recente reabilitação de Delúbio Soares que confirma a continuidade do esquema, viram o ex-presidente da república despedir-se do cargo asseverando que tal julgamento apenas ocorreria em 2020: - arvorava-se dono país; senhor da verdade; tripudiou sobre o amanhã. Incumbiu-se em suas bravatas públicas e funestas, de provar que tal caso não passava de uma farsa. O "mensalão" é o registro histórico do falso legado de Luiz Inácio Lula da Silva, sendo como bem coloca o Procurador: - "um atentado sem iguais precedentes à democracia brasileira".

O Governo Lula da Silva alienou os incautos em orquestradas campanhas de contrainformações; revendeu a uma classe social ascendente o consumismo desvairado através da oferta de crédito desatinado e que agora se afoga em dívidas; assim, de fato enriqueceu os rentistas e especuladores. Legou a quem o sucedesse uma herança espúria expressa numa horda de desregrados travestidos de políticos e seus bons "cumpanheiros", e que dia após dia enxovalham as manchetes pela revelação de atos lesivos ao erário público. Não há novidades, a estirpe de impudicos é mesma desde 2003, e o que se altera e consolida é a constatação do desastre que foi seu desgoverno ao Brasil.

O mensalão:- uma extraordinária e incontinente pilhagem dos recursos da educação, da merenda escolar, da cultura, da construção e preservação de estradas, da saúde, da previdência, e da segurança, e do saneamento. Quantas vidas foram perdidas, quantos lugares vazios existem hoje nos lares brasileiros por falta de verbas para leitos, na saúde, para com a segurança, nas estradas, e quão melhor poderia ser a qualidade de vida de milhões se não fossem esses descalabros. A contrainformação oficial continua, e já causa nojo pelos despautérios das estatísticas oficiais onde o contingente de miseráveis que ascenderam socialmente e que se somados ano a ano durante o império do lulopetismo-fisiológico, ultrapassam a população do país. Lula que se foi na mediocridade jamais deixará saudades, e que a justiça dos homens se apresente ao bem querer de um futuro legado evolutivo e moralizante desta nação. Brasil Dignidade! Rui Barbosa já advertia que: "a justiça atrasada não é justiça, senão injustiça, qualificada e manifesta. Porque a dilação ilegal nas mãos do julgador contraria o direito escrito das partes, e assim, as lesa no patrimônio, honra e liberdade"

Oswaldo Colombo Filho

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110716/not_imp745679,0.php
http://movimentobrasildignidade.blogspot.com/2011/07/rui-barbosa-e-o-mensalao.html

Brasil Dignidade

GARIBALDI CONFIRMA PAGAMENTO DA REVISÃO DO TETO DO INSS

O GLOBO

12/07/2011 14h07 - Atualizado em 12/07/2011 15h45

Garibaldi confirma pagamento da revisão do teto do INSS

Decisão beneficiará 131 mil aposentados no valor de R$ 1,69 bilhão.

Previdência ainda não definiu como será feito o pagamento da dívida.

Alexandro Martello
Do G1, em Brasília

MPF pede revisão para cerca de 130 mil aposentadorias

STF reconhece direito à revisão de 154 mil aposentadorias

O ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves, confirmou nesta terça-feira (12) que o governo vai pagar aos aposentados e pensionistas a diferença resultante da revisão do teto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que beneficiará 131 mil pessoas. Entretanto, ainda não foi definido como será feito o pagamento dos valores atrasados.

A decisão beneficia aqueles que se aposentaram entre 5 de abril de 1991 e 1º de janeiro de 2004 e que tiveram, na época da concessão, o benefício limitado ao teto previdenciário (valor máximo pago pela Previdência Social), mas que tinham renda mensal superior ao teto antigo. Na época, as emendas 20/1998 e 41/2003 mudaram o teto do INSS, prejudicando quem contribuiu acima da cota máxima da Previdência e se aposentou. Além de corte nos benefícios, o segurado não teve direito à revisão dos ganhos.

O STF garantiu a revisão para todos (de 1988 ao fim de 2003) os prejudicados pela limitação que não tiveram a diferença incorporada nos reajustes do novo teto.

Além disso, acrescentou Garibaldi Alves, 117.135 aposentados passarão a receber as diferenças mensais (e não aquelas referentes ao estoque da dívida já existente) a partir da folha de agosto – que começa a ser paga no começo de setembro. O impacto mensal da decisão será de R$ 28 milhões, informou o Ministério da Previdência Social.

"Os 117.135 aposentados vão receber mais mês a mês. O pagamento dos valores retroativos, que representam R$ 1,69 bilhão, será definido amanhã em reunião com a participação dos ministérios da Previdência social, da Fazenda e AGU [Advocacia Geral da União]. O passivo atingirá 131.161 benefícios. O valor médio dos atrasados é de R$ 11.58 mil. Amanhã vai ser apresentada pela Secretaria do Tesouro Nacional a forma de como será pago. Seguramente, será de forma parcelada. E vai ser definido em quantas vezes", declarou Garibaldi Alves.

Ação

Em maio, o Ministério Público Federal de São Paulo entrou com uma ação civil pública, com pedido de liminar, na Justiça Federal para obrigar o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a fazer, em até 30 dias, o recálculo dos benefícios previdenciários de mais de 130 mil pessoas que se aposentaram entre 1991 e 2003 e estariam recebendo um benefício menor do que têm direito.

Em setembro do ano passado, o STF determinou que o governo repassasse a diferença para o beneficiário que entrou com a ação, mas estendeu a decisão para todos os aposentados em 1991 e 2003. Em dezembro de 1998 e janeiro de 2004, o governo federal elevou o teto de aposentadoria do INSS, através de emenda constitucional, mas esses valores não foram incorporados às aposentadorias e pensões de quem já recebia o benefício.

tópicos:

Ministério da Previdência Social

TETO DO INSS DEVERÁ SER DE R$3.882,00 EM 2012

São Paulo Agora:
Deu no Grana:



06/07/2011

Teto do INSS deverá ser de R$ 3.882 em 2012

Juliano Moreira
do Agora

O reajuste das aposentadorias acima de um salário mínimo (hoje, R$ 545) deverá ser igual à inflação no ano que vem, segundo previsão do governo na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), que projeta os gastos para 2012.

O aumento previsto para essas aposentadorias é de 5,21% e considera uma estimativa do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) para este ano. Considerando esse índice, o novo valor do teto do INSS (valor máximo pago aos beneficiários) passará de R$ 3.689,66 para R$ 3.881,89. Para quem ganha, por exemplo, R$ 2.000, o valor do novo benefício seria de R$ 2.104,20.

No texto da LDO, que deverá ser votado na semana que vem pelo Congresso Nacional, o governo também prevê um aumento de 13,09% para o salário mínimo. O valor do piso nacional deverá passar de R$ 545 para R$ 616,34. O índice considera a inflação prevista para este ano mais o índice de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 2010, que foi de 7,5%.

• Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora nesta quarta, 6 de julho, nas bancas